quarta-feira, 15 de setembro de 2010


Ele veio a fim de se encarnar e nos redimir para que pudesse nos investir em seu reino. Ele era pobre e nos fez ricos (2Co 8.9). Ele nasceu de uma virgem para que pudesse nascer de Deus. Ele tomou nossa carne para que pudesse nos dar seu Espírito. Ele se deitou numa manjedoura para que pudesse descansar no paraíso. Ele desceu do céu para que pudesse nos levar ao céu. E tudo isso foi por amor. Se os nossos corações não forem como rochas, esse amor de Cristo nos constrangerá. O amor de Cristo excede todo o entendimento (Ef 3.19).

Veja que maravilhosa humildade a de Cristo. Cristo se fez carne. "Oh! que santa humildade o Filho de Deus descer no ventre de Maria!", disse Agostinho. Oh! que humildade infinita o fato de Cristo se vestir com nossa carne, um pedaço desta terra onde andamos! Cristo se vestir com nossa carne foi um dos aspectos mais difíceis de sua humilhação. Ele se humilhou muito mais ao nascer do útero de uma virgem que ao ficar pendurado na cruz. O homem Cristo morrer já seria muito, mas Deus se tornar homem foi a maravilha da humilhação: "tornando-se em semelhança de homens" (Fp 2.7). Cristo se encarnar foi uma humilhação maior do que os anjos se tornarem vermes. A carne de Cristo é chamada de véu em Hebreus 10.20. "Pelo véu, isto é, pela sua carne." Ao vestir nossa carne, Cristo colocou um véu sobre sua glória. Ter se tornado carne, aquele que era igual a Deus: veja que humilhação. "Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus" (Fp 2.6). Ele estava em pé de igualdade com Deus, era da mesma essência e da mesma substância com seu Pai, assim como Agostinho, Cirilo e o Concílio de Nicéia expressaram. Porém, apesar de tudo, ele tomou a nossa carne. Ele se despiu das vestimentas de sua glória e se cobriu com os trapos de nossa humanidade. Se Salomão achou impressionante Deus habitar no templo que era enriquecido e enfeitado com ouro, ainda mais nós, ficaríamos impressionados pelo fato de Deus habitar a natureza humana frágil e fraca.

Ainda maior humilhação é que Cristo não somente tomou nossa carne, mas o fez na pior situação, sob desgraça. Como um servo que voltaria a vestir uma farda mesmo sendo deposto por alta traição. Apesar de tudo isso ele tomou as enfermidades de nossa carne. Há dois tipos de enfermidade: o pecado sem dor e a dor sem pecado. A primeira dessas enfermidades Cristo não tomou sobre si, que foi a enfermidade pecaminosa, que é ser invejoso ou ambicioso. Mas ele tomou sobre si as enfermidades dolorosas como:

(i)      a fome. Ele se aproximou de uma figueira e ia comer de seu fruto (Mt 21.18,19).

(ii)     O cansaço. Sentou-se no poço de Jacó para descansar (Jo 4.6).

(iii)    O sofrimento. "A minha alma está profundamente triste até à morte" (Mt 26.38). Era um sofrimento dirigido pela razão e não afetado pela paixão.

(iv)    O medo. "Tendo sido ouvido por causa da sua piedade" (Hb 5.7).

Um grau ainda maior da humilhação de Cristo foi que ele não só
encarnou, mas foi feito à semelhança da carne pecadora: "Aquele que não conheceu o pecado, ele o fez pecado por nós" (2Co 5.21). Ele era como um pecador, pois tinha todo o pecado sobre si, embora pecado algum houvesse nele: "Foi contado com os transgressores" (Is 53.12). Aquele que foi contado entre as pessoas da Trindade, agora foi "oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos" (Hb 9.28). Esse foi o grau mais baixo da humilhação de Cristo, pois Cristo ser considerado como pecador era o maior grau de humilhação. Cristo, que não suportou o pecado dos anjos, deveria suportar o pecado imputado a ele, o que é a mais impressionante humilhação de todas.

De tudo isso, aprenda a ser humilde. Depois de ver Cristo se humilhar, você ainda é orgulhoso? Um santo humilde é que é a imagem de Cristo. Cristãos, não sejam orgulhosos. Você tem uma propriedade? Não seja orgulhoso. A terra onde caminha é mais rica do que você. Ela tem minas de ouro e prata em seu seio. Você tem beleza? Não seja orgulhoso. E somente ar e poeira misturados. Você tem habilidades e talentos? Seja humilde. Lúcifer tem mais conhecimento do que você. Você tem graça? Seja humilde. Isso que você tem não é próprio, é emprestado. Não seria uma tolice ficar orgulhoso de um anel que é emprestado? (ICo 4.7). Você tem mais pecado do que graça, mais manchas do que beleza. Olhe para Cristo, esse raro padrão, e seja humilde. E algo estranho ver Deus se humilhando e o homem se exaltando, ver um Salvador humilde e um pecador orgulhoso. Deus odeia a mera aparência do orgulho. Ele não receberá mel no sacrifício (Lv 2.11). O fermento é amargo, então por que a ausência do mel? Porque quando o mel é misturado com a farinha, ou o mingau, faz que a massa cresça e inche, portanto o mel não deve fazer parte. Deus odeia a aparência do pecado do orgulho; é melhor carecer de talentos e do consolo do Espírito que da humildade. "Se Deus não poupou os anjos quando ficaram orgulhosos, poupará você que é somente pó e podridão?", disse Agostinho.

3.      Contemple um enigma sagrado ou um paradoxo. "Deus se manifestou na carne." O fato de o homem ser feito à imagem de Deus é algo maravilhoso, mas Deus ser feito à imagem do homem é ainda mais impressionante. Que o Ancião de dias nascesse, que aquele que troveja nos céus tivesse de chorar em um berço, que aquele que reina e governa as estrelas tivesse de sugar o peito, que uma virgem concebesse, que Cristo viesse de uma mulher que ele mesmo criou, que o galho pudesse dar vida à vinha, que a mãe fosse mais jovem que o filho em seus braços e a criança em seu ventre maior que a mãe; que a natureza humana não fosse Deus, mas uma com Deus; isso tudo não é somente "espantoso, mas também miraculoso". Cristo se encarnar é um mistério que nunca entenderemos totalmente até que cheguemos ao céu, quando nossa razão se aclarará assim como nosso amor se aperfeiçoará.

4.      Por isso, aprenda que "Deus se manifestou na carne", Cristo nasceu de uma virgem, algo não somente estranho em sua essência, mas quase impensável. Aprenda que não há impossíveis para Deus. Deus pode fazer acontecer coisas que estão acima da possibilidade natural realizar, coisas como o machado boiar, a rocha brotar água e o fogo sugar a água nas calhas (lRs 18.38). É natural a água consumir o fogo, mas o fogo consumir a água é impossível no curso da natureza, mas Deus pode fazer acontecer tudo isso. "Acaso, haveria coisa demasiadamente maravilhosa para mim?" (Jr 32.27). "Se isto for maravilhoso aos olhos do restante deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? - diz o SENHOR dos Exércitos" (Zc 8.6).

Como Deus se uniria em nossa carne? É impossível para nós, mas não para Deus. Ele pode fazer o que transcende à razão e excede à fé. Ele não poderia ser nosso Deus se não pudesse fazer mais do que podemos pensar (Ef 3.20). Ele pode reconciliar inimigos. Nós nos desanimamos diante daquilo que parece impossível para nós. Como nos entristecemos dentro de nós quando as coisas não fazem sentido. Somos como aquele rei que disse: "Ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu, poderia suceder isso?" (2Rs 7.2). Era uma época de fome. Uma medida de trigo, que era uma boa parte de um bushel, deveria ser vendida por um xequel, metade de uma onça de prata. Como poderia ser aquilo? Assim, quando as coisas estão confusas ou estranhas, o próprio povo de Deus questiona como poderá alcançar sucesso. Moisés, que era um homem de Deus, e uma das estrelas mais brilhantes que já cintilaram no firmamento da igreja de Deus, ficou desanimado diante das impossibilidades. "Respondeu Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo no meio do qual estou; e tu disseste: Dar-lhes-ei; carne, e a comerão um mês inteiro. Matar-se-ão para eles rebanhos de avelhas e de gados que lhes bastem? Ou se ajuntarão para eles todos os peixes do mar que lhes bastem?" (Nm 11.21,22). Como se ele dissesse claramente que não podia ver como o povo de Israel, sendo tão numeroso, poderia ser alimentado por um mês. "Porém o SENHOR respondeu a Moisés: ter-se-ia encurtado a mão do SENHOR?" (Nm 11.23). Deus fez Isaque nascer de um útero amortecido, o Messias saiu de um ventre de uma virgem. O que ele não pode fazer?

Descansemos sobre os braços do poder de Deus e acreditemos nele, no meio de aparentes impossibilidades. Lembre-se: "Não há impossíveis para Deus". Ele pode subjugar um coração orgulhoso, pode ressuscitar uma igreja morta. Cristo nasceu de uma virgem. O Deus que opera maravilhas foi quem fez isso e pode vencer as maiores aparentes impossibilidades aos nossos olhos

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Esqueletos no armário

Existe algum compartimento de sua vida que você gostaria de esconder? Talvez um fundo falso, onde guarda algo que deseja manter em segredo. Um defunto tão antigo que já virou esqueleto, ou se transformou em fóssil.

O elo perdido entre a utopia e a realidade.

Quando transitava pelas avenidas, becos e esquinas de Tessalônica, Paulo nem tirava o pijama, indumentária que usamos apenas na frente de pessoas íntimas. Ele escancarava portas, aplainava os caminhos, demolia as barreiras e liberava os pedágios para quem desejava fazer uma viagem turística pelo seu interior. "... Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera".

Um relacionamento pessoal é extremamente revelador. Pode ser que alguém, temendo que algum focinho resolva farejar o buraco da sua fechadura, coloque púlpitos, telinhas de TV, títulos, pedestais e seguranças armados entre eles e os seus auditórios.

Cuidamos para que o nosso transito por algumas vias relacionais seja sempre de mão única, ou seja, de mim para lá, jamais de lá para mim. Este tipo de direção é extremamente defensiva, mas evita da gente bater de frente com "algum cara jamanta".

Quem precisa esconder um pecado, por menor que seja, não se expõe aos perigos de uma convivência próxima. Paulo, andava na contramão só para ver e ser visto de frente. Olho no olho! Ele disse que os tessalonicenses o conheciam "pessoalmente" e sabiam como os frutos eram colhidos.

Eu já preguei em alguns palcos de onde ficava difícil ver o rosto das pessoas que sentavam-se depois da quinta fileira. Dali de cima é fácil convencer as pessoas de que somos espirituais, mas de onde é impossível exercer algum tipo de pastoreamento.

"... mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta".

Não esconda o jogo, mostre a sua cara. O Evangelho é para pessoas normais, pecadores.

Os sãos não precisam de médico.

Ubirajara Crespo

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

SE ALGUÉM CRITICA É PORQUE ESTÁ INCOMODANDO. OU PORQUE ALGO PODE ESTAR ERRADO.

Criticar alguém pode ser um ato cruel e injusto quando movido apenas pelo puro e simples desejo pessoal de atacar alguém sem maiores ou legítimas razões. A crítica pode ser uma atitude grosseira quando é um fim em si; um gesto reprovável quando é precipitada ou gratuita.

A crítica, entretanto, pode ter o seu valor quando é uma censura a um ato ou pensamento digno de reprovação. Neste caso, a crítica pode beneficiar a quem cometeu um erro, levando a refletir ou repensar a sua postura, ou até mesmo servir de alerta às demais pessoas para não caírem nos mesmos erros ou serem vítimas de enganos.

O meio evangélico parece ser avesso a qualquer tipo de crítica. Principalmente quando se trata de críticas feitas àqueles que se autodenominam “profetas de Deus”. Pessoas assim escondem-se atrás da uma equivocada interpretação bíblica do texto que diz não ser permitido tocar no ungido do Senhor. Aí qualquer um se julga no direito de assumir a posição intocável de “ungido do Senhor” e se coloca acima da possibilidade da crítica. Os excessos estão aí por toda a parte.

Criticar e censurar são atitudes próprias de quem não concorda com certas práticas. Não há nada de errado na crítica, desde que ela tenha um padrão confiável no qual se apóie. A crítica ou censura precisa conduzir a um padrão último e inquestionável. Se o padrão for desrespeitado, qualquer que seja o infrator e quaisquer que sejam as razões, a crítica se fará necessária para que se mantenha e defenda o padrão.

Martinho Lutero foi um crítico. Seu ato de protesto foi um gesto de crítica ao status quo da Igreja medieval. Um ato de protesto baseado no padrão indiscutível da Escritura. Haveria, por certo, quem se julgasse acima de quaisquer críticas na igreja do seu tempo. Mas diante do crivo da Escritura, ninguém permanece intocável se a ela não se render e submeter humildemente.

Assistindo a um programa do Silas Malafaia, observei a maneira como ele explica e se esquiva das críticas recebidas por causa dos seus efusivos apelos em favor de ofertas para o seu ministério: “Se criticam é porque está incomodando”. Logo, conforme o silogismo malafaista, se está incomodando é porque Deus está de acordo. Tenho lá minhas dúvidas a respeito disto. Ou, para ser justo ao texto, tenho lá minhas críticas.

Melhor seria se pudéssemos fazer uma avaliação mais sensata das coisas. Se alguém está criticando a postura assumida pelo senhor Malafaia, pode ser porque tem algo estranho nessa postura; pode ser porque não seja bíblico; pode ser porque não esteja correto. Por que a crítica ao Malafaia se transforma em um atestado de validação ao que ele faz? Se há pessoas criticando – e eu tenho certeza de que há gente muito séria e piedosa fazendo isto – talvez seja hora de repensar a direção, não é verdade? De onde vem tanta certeza de que suas decisões vêm de Deus? De onde vem tanta convicção de que as críticas são atestados de validação de seus atos?

As críticas, senhor Malafaia, podem ser um aviso de Deus também. Várias vezes Deus levantou críticos a fim de alertar seus servos a mudarem seus caminhos. Os que ouviram as críticas e souberam reconhecê-las humildemente foram preservados de grandes tribulações. Os que se mantiveram “intocáveis” às críticas conheceram os tristes resultados da vaidade auto-confiante. Se a crítica fosse um atestado de que as coisas estão corretas a Igreja nunca teria sido reconduzida ao caminho da Escritura e Lutero teria entrado para a história como um tolo. E nós sabemos muito bem quem estava com a razão.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Verdadeiro Evangelho - Paul Washer (1/9)

Novos Evangélicos?!

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A revista Época desta semana (7/8/10) traz reportagem de capa sobre a reação de diversos segmentos da igreja evangélica ao crescimento das igrejas neopentecostais. O artigo pode ser lido aqui:

O título é Os Novos Evangélicos e a capa é ilustrada com uma foto da construção de uma réplica do templo de Salomão que está sendo realizada pela Igreja Universal em São Paulo.

O artigo representa um avanço na maneira como a mídia em geral trata os evangélicos, como se fossem todos farinha do mesmo saco. E farinha imprestável. Ricardo Alexandre, o articulista, reuniu depoimentos de líderes evangélicos de diversos segmentos (incluiu um sociólogo ateu) e mostrou como todos eles concordam numa coisa: sua rejeição às doutrinas e práticas das igrejas neopentecostais e o desejo por uma mudança profunda nos atuais rumos da igreja evangélica brasileira.

Neste ponto, nada a reparar. De fato, de pentecostais a episcopais, reações contrárias a estas igrejas, consideradas como seitas por algumas denominações históricas(*), têm sido veiculadas abertamente por meio de blogs e livros. Já estava na hora da grande mídia ouví-las e entender que nem todos que fazem reuniões onde o nome de Cristo é citado são necessariamente evangélicos ou mesmo cristãos.

Eu só fiquei um pouco desconfortável com dois ou três pontos da matéria que cito aqui. Estou à vontade para isto uma vez que meu nome foi mencionado no artigo, ainda que de raspão.

1) Achei que o título do artigo na capa é um equívoco histórico, pois “novos evangélicos” se aplica mais exatamente a grupos como a IURD, Renascer e Igreja Mundial e não aos que estão reagindo a estes grupos. Eu não me considero um “novo evangélico” e sim um bem antigo, com raízes históricas na Reforma do séc. XVI e teológicas nas Escrituras Sagradas. Não tem nada de “novo” em nosso desejo de ver o antigo Evangelho ser pregado corretamente em nossa pátria. Estas seitas é que chegaram ontem. Todavia, entendo o autor. Estes grupos neopentecostais cresceram tanto e influenciaram tanto a mídia e a opinião pública que viraram o padrão. Eles é que são os “evangélicos”. Quem não é como eles e quer mudanças é visto como o novo, a novidade.

Num certo sentido foi isto que aconteceu na Reforma. Os reformadores foram acusados pelos papistas de estar trazendo “novidades” na igreja, ao pregar que a justificação era pela fé somente. Lutero e Calvino retrucaram que estavam pregando as antigas doutrinas da graça, encontradas nos Pais da Igreja e nos ensinos de Cristo e de Paulo. Eu entendo que para uma igreja como a de Roma, com vários séculos de existência, os protestantes pareciam nova seita. Mas convenhamos - considerar episcopais, presbiterianos e assembleianos como “novos evangélicos” é passar recibo para a pretensão destes grupos sectários de serem igreja evangélica legítima.

2) Também achei que pode ter ficado a impressão para leitores menos avisados que os reacionários estão unidos entre si e que se aceitam mutuamente, sem problemas. Antes fosse. Mas, nem sempre o inimigo do meu inimigo é meu aliado. Eu entendo que o foco do artigo é as igrejas da prosperidade. Mas não posso deixar de ressaltar que aqueles que se levantam contra os abusos destas seitas não são necessariamente aliados entre si. Na verdade, pode haver entre eles diferenças tão abissais como a que existe entre eles e as seitas da prosperidade.

3) Denunciar o erro dos outros não nos absolve dos nossos. Se por um lado as seitas neopentecostais espalham um falso evangelho deformado pela teologia da prosperidade, há os que também propagam um evangelho distorcido pelo liberalismo teológico e por heresias antigas. As seitas da prosperidade acabaram sendo demonizadas como a própria encarnação do anti-evangelho a ponto de, conforme o artigo de Época, se fazer necessária uma nova Reforma protestante. Não discordo deste ponto, apenas considero que o enfoque nele acaba desviando a atenção de outras linhas de pensamento dentro dos arraiais cristãos que são tão prejudiciais quanto a teologia da prosperidade e que igualmente clamam por uma Reforma.

Por exemplo: e aqueles que destroem a fé em Jesus Cristo e nos padrões morais do Cristianismo? A mídia fica indignada com o mercenarismo dos pastores destas seitas, mas aplaude os evangélicos que defendem o casamento gay, o aborto, a teoria da evolução contra o relato da criação, o relativismo moral, o sexo livre e o ecumenismo com todas as religiões. A mídia não consegue enxergar que liberalismo teológico e teologia da prosperidade são irmãos gêmeos e hipocritamente aplaude um e condena o outro.

Não me entendam mal. A reportagem está correta. É preciso deixar claro que estes grupos neopentecostais estão deturpando o Evangelho de Cristo. Porém, é tendenciosa. Retrata os neopentecostais como a raiz de todos os males no meio evangélico, esquecendo o dano feito pelos liberais, pelos defensores de outro deus e pelos libertinos.

4) Por último, acho que faltou mencionar que os chamados “novos evangélicos” concordam apenas que é preciso uma mudança, mas discordam entre si quanto ao modelo de igreja que deve ocupar o lugar desta seitas. A Reforma do séc. XVI, em que pesem as diferenças entre os reformadores principais, tinha uma mensagem relativamente uniforme e praticava um modelo de igreja que era basicamente o mesmo. É só comparar as confissões de fé escritas por presbiterianos, batistas, episcopais, congregacionais e independentes para se verificar este ponto. Já os tais “novos evangélicos”… bem, há entre eles desde os “desigrejados,” que desistiram completamente de qualquer coisa que se pareça com uma igreja, até aqueles que desejam apenas expurgar o modelo tradicional de igreja dos acréscimos indevidos em sua doutrina, culto e prática, mantendo a pregação, o batismo e a ceia e o exercício da disciplina para os membros faltosos.

E no meio ainda temos os emergentes, as igrejas em células sem liderança oficial, igrejas com liturgia inclusiva e por aí vai.

É aquela velha história. Grupos contrários se unem contra um inimigo comum e após vencê-lo começam a brigar entre si. A luta comum contra as igrejas da teologia da prosperidade está longe de representar uma nova Reforma. Quando esta luta terminar - se é que vai terminar um dia - teremos de continuar a outra, mais antiga, que é contra o liberalismo teológico fundamentalista, o relativismo moral, o pluralismo inclusivista e o libertinismo que assolam os evangélicos no Brasil muito antes de Edir Macedo abrir seu primeiro templo. Para mim, estas coisas são até mais perniciosas, pois enquanto que as seitas neopentecostais criam suas próprias igrejas e comunidades, os liberais se infiltram nas estruturas e igrejas criadas por conservadores e drenam seu vigor até deixar somente a carcaça.

(*) A Igreja Presbiteriana do Brasil, por exemplo, passou a considerar a IURD e a Igreja Mundial do Poder de Deus como seitas desde julho de 2010, exigindo que membros destes grupos sejam rebatizados ao ingressarem nas igrejas presbiterianas locais.

Autor: Augustus Nicodemus Lopes
Fonte: [ O Tempora, O Mores! ]

segunda-feira, 19 de julho de 2010

já disse não escrevo mais esta é uma perola maravilhosa. deleita-te

Desmascarando o Cristo falsificado


Um pensador antigo dizia: “A vida oferece apenas duas alternativas: crucificação com Cristo ou autodestruição sem ele”. Quando a originalidade é negligenciada, impera a falsificação. É o domínio das aparências: forma sem conteúdo. Sósia. O Cristo falsificado nada tem de Deus. Ele é diabólico e demoniza as relações. O germe da falsificação vem lá do Éden (Gn.3.1-5): distorção da Palavra de Deus; negação da Palavra de Deus; questionamento do caráter de Deus.

Quem é o Cristo falsificado?

O Cristo falsificado é um Cristo sem cruz: Ele não suporta a idéia da dor. Por isso assume a “prosperidade”. Ele é obcecado por medalhas e troféus. Ele abomina a renúncia – ou a falsifica – dando uma renúncia que não dói.

O Cristo falsificado é o Cristo das ilusões: É a pergunta de Paulo em Gl.3.1 “Quem vos fascinou?” Ele é uma espécie de mágico cósmico, cujo truque maior é alargar a distância entre ética e estética. Ele não suporta a verdade. Ele usa as ilusões, a sedução como fuga.

O Cristo falsificado é viciado em grandeza: Ele é míope! Não consegue enxergar o que é pequeno. Ele traz em si o delírio de Lúcifer. Ele compra a fé das pessoas. “Se me adorares...” A igreja de Simão. É viciado em suntuosidades, em castelos e pompas. Iludido pelas vitrines sedutoras da atualidade.

O Cristo falsificado muda de acordo com as circunstâncias: Ele é regido pela antiética do camaleão. Ele tira proveito de tudo, seu lema é “tirar vantagem de tudo”. Ele é o Cristo da malandragem, da máscara, da politicagem. É mestre na arte de enganar.

Diante disso surgem três perguntas:

1. Onde esse Cristo falsificado atua? No cristianismo adoecido.
2. Como desmascara-lo? Conhecendo e vivendo o Cristo autêntico.
3. Quem é o Cristo autêntico? Respondo a seguir:

O Cristo que nos ajuda a carregar a cruz: Um Cristo vitorioso, que baseado em sua vitória, nos garante êxito. Um Cristo que conhece as nossas fraquezas e dores, mas que nos dirige no aperfeiçoamento de nossa fé. Um Cristo que vai trocar nossa cruz de dores por uma coroa de glória!

O Cristo que nos guia na verdade: Um Cristo que é a verdade. Ele mesmo afirmou ser “a luz do mundo”. Um Cristo que nos livra da tirania das aparências, pois nos leva à sua própria imagem. Um Cristo que nos ilumina para que sejamos seus astros brilhando numa sociedade em trevas.

O Cristo dos pequenos: Um Cristo que ouve o gemido dos aflitos. Um Cristo da graça, que responde ao necessitado que clamar (Sl.72) Um Cristo que não olha o que temos, mas o que somos e seremos nele.

O Cristo que não muda: Um Cristo que não sofre com a passagem do tempo – Ele é Senhor do tempo. Um Cristo que não se vende de acordo com o momento. Ele é eterno. Um Cristo que não nos usa por política, mas por amor.

A qual Cristo estamos servindo? Que o Cristo autêntico ainda seja o nosso único e suficiente salvador e Senhor.


Até mais...


Alan Brizotti

Os paradigmas do Reino

paradigma do reino hermes fernandes genizah Jesus tem muitos admiradores, porém, poucos discípulos.
Tem muitos adoradores, mas poucos seguidores.
Muitos chamados, poucos escolhidos.
Seguir Jesus é muito mais do que aceitar um dogma, é dispor-se a quebrar paradigmas que vêm formatando nossa civilização por milênios.
Quero destacar aqui três destes paradigmas:
# Comparação # Competição # Concentração
Nossa sociedade está alicerçada sobre este tripé. Ele é, por assim dizer, a trindade comportamental que forma nosso Ego.
Para que o Reino de Deus seja estabelecido entre os homens, há que se fazer uma limpeza no terreno antes de lançar seus fundamentos. Estes paradigmas têm que ser removidos para dar lugar a novos paradigmas, que por sua vez são centrados em Deus e no semelhante, e não no indivíduo em si.
Em lugar da comparação, complementação. Ninguém é melhor ou pior do que o outro. Se Deus desse a todos os mesmos dons e aptidões, tornaríamos como ilhas auto-suficientes. Em vez disso, Deus distribuiu dons da maneira como Lhe aprouve, para que aprendêssemos a depender uns dos outros. Portanto, é perda de tempo ficar fazendo comparações. Se sou melhor em algo, isso não me dá o direito de vangloriar-me. Certamente alguém é muito melhor do que eu em alguma outra coisa. Devemos sim, complementar uns aos outros. Se naquilo em que sou fraco, você é forte, devemos dar os braços e caminhar juntos. Meus dons não me fazem superior àquele que não os recebeu, mas me fazem seu servo. Deus confiou-os a mim para que os usasse em benefício comum. Da mesma maneira, não devo invejar aquele que recebeu o que me falta. Devo enxergá-lo como alguém a quem Deus confiou algo para me complementar.
É da comparação que surge a competição. Queremos provar para todos o quanto somos bons e melhores do que outros. Porém, se nos livrarmos do paradigma da comparação, o paradigma da competição ficará orfão. Se nos complementamos, logo, o lugar da competição será cedido à cooperação. O que somos afetará a maneira como operamos. Somos todos dependentes uns dos outros, e por isso, devemos co-operar, trabalhar em conjunto visando um bem comum.
E quanto ao fruto deste trabalho? Numa sociedade competitiva, o fruto deve ser concentrado nas mãos de quem produz. Mas em uma sociedade cooperativa, o paradigma da distribuição dos frutos deixa de ser a concentração para ser a comunhão. Foi isso que a igreja primitiva experimentou. Todos tinham tudo em comum.
Não cabe ao Estado distribuir igualmente os bens entre seus cidadãos. É a consciência transformada pela graça que deve levar os cidadãos do reino a reconhecerem que tudo quanto Deus lhes proporcionou deve ser partilhado com os demais. Se não derrubarmos antes os paradigmas da comparação e da competição, jamais nos disporemos a abrir mão do ‘sagrado’ direito de concentrar bens. Por isso a sociedade é tão injusta. Seus alicerces estão carcomidos pelo egoísmo humano.
Comunhão não é algo que se impõe, nem por autoridades eclesiásticas, nem por autoridades civis. Os crentes primitivos só se dispunham a compartilhar seus bens entre a comunidade porque “era um o coração e alma da multidão dos que criam” (At.4:32a). Portanto, não havia lugar para competitividade ou mesmo para comparações.
Quando estes sentimentos começaram a brotar, Paulo, o apóstolo, os combateu com veemência, chegando mesmo a implorar para que não permitissem que eles comprometessem a unidade original dos crentes (1 Co.1:10). Dirigindo-se aos coríntios, Paulo os acusa de serem carnais, e justifica: “Pois havendo entre vós inveja e contendas, não sois carnais, e não andais segundo os homens?” (1 Co.3:3). “Inveja” e “contendas” nada mais são do que os velhos paradigmas que têm guiado a humanidade por longas eras. Só há inveja onde haja comparação (A grama do vizinho sempre parece mais ver que a nossa). Só há contendas onde haja competição (Vamos tirar a prova e ver quem é melhor, ou quem tem a razão!).
Em posse de novos paradigmas, Paulo detona aquela fortaleza espiritual que insistia em manter-se de pé entre os cristãos de Corinto:
“Afinal de contas, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e isto conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento. Pelo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um, e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Pois somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” (1 Co.3:5-9).
Quanta sensibilidade há neste texto paulino! Quanta humildade. Paulo deixa claro que não estava numa disputa com Apolo pela primazia daquela igreja. Eles não eram rivais, mas cooperadores. Em vez de inveja, o que havia era reconhecimento à importância do outro. Em vez de contendas, trabalho conjunto.
Infelizmente, parece que a igreja ainda não conseguiu virar esta página, e vem recapitulando o mesmo erro dos coríntios por séculos. Urge levantar-se uma nova geração de cristãos comprometidos com os paradigmas do reino, que desprezem a feira de vaidades em que se tornou nossos ajuntamentos, e encarnem o modus vivendi de seu Mestre, Salvador e Rei.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Sã Doutrina

A Sã Doutrina

1 Timóteo 1.11 – “Esta sã doutrina se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito”.

Introdução: No dia 31 de outubro, iremos celebrar os 492 anos da Reforma Protestante, quando Lutero afixou suas 95 teses no Castelo de Wittenberg. Nessa noite quero expor-lhes uma das frases do reformador, que foi dita há quase quinhentos anos. Lutero disse assim: “Não estou preocupado com a vida, mas com as doutrinas. A vida má não causa grande dano a não ser a si mesma, mas o ensinamento errado é o maior mal neste mundo, porque leva multidões de almas ao inferno. Não estou preocupado se és bom ou mau, mas eu atacarei teu ensinamento venenoso e mentiroso que contradiz a palavra de Deus.” Em pleno século 21, essas palavras soam fortemente aos nossos ouvidos, pois os ensinos dentro das igrejas nos dias de hoje, levara multidões de almas para o inverno. É tempo de despertarmos igreja.
Homens como Lutero, Calvino, Withefield, Spurgeon, Wesley, Finney, foram usados por Deus em suas épocas, não porque criaram uma nova doutrina, um novo evangelho, ou desenvolveram uma teologia totalmente fora da palavra de Deus. Não é nada disso! O que eles tinham em comum, era a fidelidade em Cristo e seus ensinamentos, as doutrinas que os apóstolos pregavam, e principalmente, eram fieis à palavra de Deus como um todo, não desprezando sequer uma vírgula das sagradas escrituras. Vemos na figura do apostolo Paulo, alguém que tinha um grande apreço pelo evangelho e era fiel aos ensinos do nosso Senhor.
Paulo apóstolo. Paulo foi um perseguidor assíduo dos discípulos de Jesus, pois todos aqueles que seguiam a Jesus eram considerados seus discípulos, e Paulo por sua vez, tentava parar o crescimento do povo eleito por Deus, chamados para uma santa vocação. Um dia, ele teve um encontro sobrenatural com o Senhor, tão sobrenatural que se tornou um grande propagador do evangelho, expandindo o reino de Deus, abrindo igrejas pelas cidades que passava, fazendo discípulos e fiel a palavra e aos ensinamentos de Cristo. O próprio apóstolo reconhece claramente, que havia sido blasfemo e perseguidor, mas que a graça e misericórdia Deus, o alcançou comissionando-o para uma santa vocação (1.12-14).

Se porventura houvera ele escrito tão-somente a Timóteo, não haveria necessidade alguma de anunciar seus títulos e reafirmar suas reivindicações ao apostolado, como o faz aqui, pois certamente Timóteo ficaria suficientemente satisfeito como simples nome. Ele sabia que Paulo era apostolo de Cristo, e não havia necessidade de comprovação alguma para convencê-lo, e há muito que nutria tal sentimento. Portanto Paulo esta aqui visando a outros que não estavam tão dispostos a dar-lhe ouvidos ou tão prontos a aceitar o que ele dizia. É por causa desses ‘outros’ que ele declara seu apostolado, a fim de que parassem de tratar o que ele ensina como se fosse algo sem importância. E ele também alega que seu apostolado é pelo mandato ou designação de Deus, visto que ninguém pode fazer de si próprio apóstolo genuíno e digno de toda honra.
Quando meditamos nessa carta de conselho pastoral que Paulo escreve a Timóteo, vemos quão amor e carinho o apostolo tinha para com Timóteo, carinho este que o considerava como filho (v 1). Esta qualificação comunica grande honra a Timóteo, pois Paulo o reconhece como seu filho legitimo, não menos digno que seu pai, e deseja que outros o reconheçam como tal. De fato ele enaltece Timóteo como se ele fosse outro Paulo. Todavia, como seria isso consistente com o mandamento de Cristo: “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai” (Mateus 23.9), e com a própria afirmação do apostolo: “Porque ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríes, contudo, muitos pais, “não havereis de estar em muito maior submissão ao Pai dos Espíritos (1Co 4.15, Hb 12.9)”.”? “Minha” resposta é que a alegação de Paulo de ser pai, de forma alguma anula ou diminui a honra devida a Deus. Deus é o único pai de todos no âmbito da fé, porquanto regenera a todos os crentes pela instrumentalidade de sua palavra e pelo poder de seu Espírito, e é exclusivamente ele que confere a Fé. Aqueles a quem graciosamente lhe apraz empregar como seus ministros, ao fazer isso, ele admite que participem de sua honra, todavia sem resignar nada de si próprio. Assim Deus, era o Pai espiritual de Timóteo, e, estritamente falando, exclusivamente ele; Paulo porem, que fora ministro de Deus no novo nascimento de Timóteo, reivindica para si direito ao titulo, porem em segundo plano.
Acima do carinho que Paulo tinha por Timóteo, o zelo do apostolo pelo evangelho era acima de qualquer coisa. Após saúdá-lo Paulo começa a orientá-lo sobre:

As falsas doutrinas ou ao ensino de doutrinas diferentes (v 3-10). O termo grego que ele utiliza (heterodidaskalein), é um composto, e pode ser traduzido num sentido ou de “ensinar de modo diferente, fazendo uso de um novo método”, ou de “ensinar uma nova doutrina”. Erasmo traduz essa passagem, como “seguir uma nova doutrina”. Erasmo foi um teólogo e um humanista neerlandês que nasceu no ano de 1.446 e morreu em 1.536 (Séculos 15 e 16). Se lermos ensinar de uma forma diferente, o significado será mais amplo, pois Paulo estaria proibindo a Timóteo de permitir a introdução de novos Métodos de ensino que sejam incompatíveis com o modo legitimo e genuíno que lhe havia comunicado. Como a verdade de Deus é única, assim não há senão um só método de ensiná-la, o qual se acha livre de falta de pretensão e que degusta mais saborosamente a majestade do Espírito do que a eloqüência humana.
Irmãos quero chamar-lhes suas atenções para esse ponto. O que estamos vendo nas igrejas modernas hoje, em pleno século 21? Paulo nesta carta a Timóteo estava querendo alerta-lo para as praticas, os ensinamentos que estavam corroendo o povo, indo aos poucos ganhando seu espaço. Dentre essas praticas vemos a cultura Judaizante, o Gnosticismo, ou até mesmo as tradições gregas da época.
Gnosticismo: Foi uma seita que teve suas raízes logo após o inicio da Igreja Cristã. Alguns pesquisadores afirmam que as evidencias de sua existência, mesmo antecede o cristianismo. Seja qual for o caso, o erro do gnosticismo, afetou a cultura e a igreja da época, e o apostolo João faz menção a essa seita em sua primeira carta capitulo 4.
A palavra “gnosticismo” vem da palavra grega “gnosis” que significa “conhecimento”. Havia muitos grupos que foram gnósticos e não é possível simplesmente descrever as nuances de cada variante de doutrinas gnósticas, pois uma vez que eles ensinavam que a salvação é alcançada através do conhecimento pessoal. O período do gnosticismo é facilmente aparente. Eles negam a encarnação de Deus como o Filho. Ao fazê-lo, nega a real eficácia da expiação, pois, se Jesus não é Deus, Ele não poderia expiar pela humanidade e ainda estaríamos perdidos em nossos pecados.

Os costumes judaizantes da época; estavam ainda embasados na lei. Paulo pregara que o tempo da graça havia chegado, pois a expiação de Cristo na cruz quebrou todo paradigma religioso, que predominara na época. Cristo ainda em vida, tentou quebrar certos costumes, abrir o entendimento daquelas pessoas para com a interpretação das escrituras, mas o rejeitaram. Mesmo assim, havia alguns Judaizantes queriam impor nas igrejas os costumes em detrimento da igreja. O povo judeu levava muito a sérios os mandamentos que Yahweh ordenara a Moises. Havia muitos doutores da lei, escribas que conheciam a lei de uma maneira extraordinária, mas não a praticavam. Mt 23.4, vemos o Senhor Jesus nos alertando ao povo em relação aos seus ensinos: “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles porem nem com o Dedo querem movê-los”. No contexto dessa mensagem, Jesus condena a hipocrisia dos fariseus, dizendo que eles obrigavam ao povo a praticarem a lei, mas eles mesmos, não faziam sequer um esforço para cumprir os mandamentos.
Veja que Paulo refere-se a eles como “falsos mestres”. O texto bíblico não diz isso com clareza, mas analisando bem ao contexto que o apostolo nos apresenta, é exatamente assim que ele considera tais doutores das escrituras. Não podemos menosprezar a lei, pois o próprio apóstolo nos diz que para aqueles que sabem utilizar a lei é boa, mas na verdade a lei tem que ser empregada a todos que cometem atrocidades, iniqüidades e os demais pecados que a bíblia contenda: Mt 12.3 - 4 nos diz assim: “Ele respondeu: Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome? Entrou na casa de Deus, e junto com os seus companheiros, comeu os pães da Presença, o que não lhe era permitido fazer, mas apenas os sacerdotes”.
Nesse contexto de Mateus vemos Jesus juntamente com seus discípulos, passeando por uma lavoura de cereais. Os discípulos tiveram fome e colheram algumas espigas para comer. Logo em seguida, os fariseus vendo aquilo, “exortaram” Jesus dizendo que aquilo não era permitido no sábado. Ficaremos na primeira palavra da resposta do nosso Mestre: Não lestes? Fazer uma pergunta dessas para um fariseus ou doutor da lei era algo absurdo, pois eles meditavam na lei dia e noite, sabiam quantas palavras eram repetidas, sabiam quais palavras aparecia no meio dos livros, cada letra, sabiam tudo, mas eles não tinham uma coisa: Conhecimento do Espírito Santo. Paulo chama atenção de Timóteo para essa situação. Aqueles que queriam ser mestres, não a compreendiam seu verdadeiro significado, não tinham conhecimento algum da palavra de Deus, queriam ser mestres apenas para serem respeitados e admirados em publico, possuírem status. Veja o que Jesus diz em Mt 6.6: “E quando jejuardes, não vos mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando”. Os fariseus queriam ser admirados e respeitados pelo povo, se achavam espirituais demais, mas Jesus nesse contexto bíblico nos diz que: “a recompensa que queriam já obtiveram, mas não foram reconhecidos pelo Pai”.
Amados nos dias atuais as coisas não estão muito diferentes. Vemos pessoas sem gabarito algum para o ministério, querendo ser ministros da palavra de Deus. Pessoas querendo posição de pastor, mas ao menos sabem manusear as escrituras. Pastores teólogos que ao invés de usarem a teologia que aprenderam para pregarem o verdadeiro evangelho, distorcem as escrituras enganando ao povo. O ensinamento errado é o maior mal neste mundo, porque leva multidões de almas ao inferno. Mt 7 – 21 nos diz: “Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrara no reino dos céus”.
Analisem o contexto que estamos vivendo, e o que esta sendo ensinado dentro de muitas igrejas e faça a seguinte pergunta: Deus, sua palavra nos ensina exatamente isso? É essa a doutrinas que os apóstolos pregavam? O que mais me entristece é o modo que esta sendo ensinado e pregado o evangelho, se é que podemos chamar isso evangelho! Pastores, Bispos e Apóstolos, cada um deles contendo suas heresias. Pastores que acham que o avivamento é pular, dar cambalhota no púlpito, sair correndo no meio da igreja: bispos e apóstolos, não querem saber de evangelho. Ao invés de pregarem a cruz, pregam um evangelho que diz que você vai ficar rico, que Deus vai abençoar sua vida financeira, você vai ser dono de muitas posses, vai ser muito reconhecido no mundo, dizem a você que, ao aceitar a Cristo seus problemas acabaram, pergunto a você, isso é Evangelho? Essa é a Sã Doutrina que o Apostolo Paulo, tanto prezou?
A Sã Doutrina: 1 Timóteo 1.11 – “Esta sã doutrina se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito”.
Vejam o que Agostinho nos diz com relação ao Evangelho: “Se você crê somente no que gosta do evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas sim, em si mesmo”.
Este versículo é muito profundo irmãos. Vejam: Esta sã doutrina que se vê no glorioso evangelho que me foi confiado, o evangelho do Deus bendito.
O que é evangelho: A palavra evangelho vem do verbo grego euangelizomai. Que “significa: “anunciar”,” “proclamar” ou “trazer as boas novas”. Evangelização é a proclamação das boas novas da salvação em Jesus Cristo, visando levar a reconciliação entre o pecador e Deus Pai, mediante o poder regenerador do Espírito Santo. A palavra deriva-se do substantivo grego euangelion, “boas novas”. A palavra Doutrina significa: Conjunto de princípios que se baseia em um sistema religioso, político ou filosófico. A palavra “evangelho” descreve a mensagem do cristianismo. Na epístola de Paulo aos crentes de Roma, encontramos uma proclamação detalhada das doutrinas do cristianismo. As grandes verdades da Bíblia estão ali condensadas pelo Espírito Santo em uma das mais profundas obras literárias existentes. Na primeira sentença dessa obra-prima, encontramos a expressão “o evangelho de Deus”. A mensagem do cristianismo é uma mensagem de Deus, visto que Ele é o seu Autor, seu mais importante Assunto e seu Intérprete. (Jim Adams)
A natureza da salvação de Cristo é deturpada de forma lamentável pelos "evangelistas" de hoje em dia. Eles anunciam mais um Salvador do inferno do que um Salvador do pecado. E assim é porque muitos estão fatalmente ludibriados, e porque há multidões que desejam escapar do Lago de Fogo, mas sem terem o mínimo desejo de serem libertas da sua própria carnalidade e mundanismo. A primeira coisa dita Dele no Novo Testamento é: "A quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo ("não da ira vindoura", mas) dos seus pecados" (Mateus 1:21). Cristo é um Salvador para aqueles que percebem algo da excessiva malignidade do pecado, que sentem o terrível fardo dele sobre suas consciências, que se detestam a si mesmos por culpa dele, que desejam serem livres do seu terrível domínio; e um Salvador para ninguém mais. Se realmente Ele "salvasse do inferno" aqueles que ainda amam o pecado, Ele seria um Ministro do pecado, perdoando sua maldade e apoiando-os contra Deus. Que coisa indizivelmente horrível e blasfema com a qual acusam o Santo! (Arthur W. Pink)


Paulo tem plena convicção que seus ensinamentos eram embasados nos ensinos de Cristo. Timóteo por sau vez deveria ter essa mesma preocupação que seu mentor e mestre tinha. O apostolo por sua vez, queria que seus discipulo tivesse o mesmo fervor e tremor pela sã doutrina que outrora foi eleito como arauto do evangelho. Paulo em momento algum pregava aquilo que não estava nas doutrinas dos apostolos. Paulo nunca pregou um outro evangelho an a não o evangelho que traz vida e transformação. Ele nunca pregou alguma outra coisa a não ser o vardadeiro evangelho. Mas que evangelho é esse? Esse evangelho é o amor de Deus pela humanidade, um amor inconcidicional que deu seu filho “unigenito para que todo aquele que nele crê, não pereça mas tenha vida eterna”. Jesus quando esteve entre os homens, não terminou sua missão quando ressucitou lazaro dos mortos, mas mostrou seu poder sobre a morte. Porque imaginem se essa fosse a missão de Cristo. Nós o seguiriamos da seguinte maneira: - Ei vamos servi a Jesus, pois toda vez que um de nós morrer, ele vem e nos ressucita. E dizemos: - Ei, voltamos, uhuuu. Não! O Senhor nos mostrou que existe um problema maior que a morte fisica, pois Deus tem o poder de nos castigar eternamente.
Então Jesus vem a nós e diz: “ Eu venho cumprir uma grande missão, que é maior até mesmo que conquistar a morte fisica. É resgatar você da morte eterna. Não ha nada que você possa fazer para se salvar do julgamento que você merece, nã há como Deus deixar de ser um Justo Juiz, pois se ele permitisse o pecado, o universo entraria em colapso. Ele deixaria de ser Deus. Não seria Santo, não seria Correto, Verdadeiro e Justo. Jesus vem e anuncia a coisa mais incrível, uma ideia de plano que vocês e eu nunca sonhariamos. Que é o próprio Deus na pessoa de Jesus Cristo, recebe o castigo e a justiça que nós merecemos pra que então a Santidade e Justiça de Deus podessem ser satisfeitas, e então pessoas culpadas como você e eu possamos ser perdoados. Isso é o que chamamo de evangelho, chamamos de boas novas. (Joshua Harris).

Conclusão.
Paulo possuia um carinho especial para com Timóteo. O considerava como um filho, mas acima de todo carinho, estava a preocupação com a palavra de Deus. Paulo o exorta o jovem pastor em amor, para que ele não se deixasse levar pelos falsos ensinos e as falsas doutrinas que estavam corroendo o corpo de Cristo. Chama-lhe a atenção para não dar ouvidos aos falsos mestres, ensinandos doutrinas totalmente fora das escrituras, com relação a pessoa do nosso Senhor Jesus. Ele finaliza sua exortação chamando-lhe a atenção para a Santa Doutrina, o evangelho de Cristo. Contudo pediu para seu filho na fé, ser a cada dia mais e mais firmado no evangelho da Cruz, pois é este que nos traz libertação e salvação para nossa alma. Quero finalizar com um trecho de um sermão chamado: A Maior Luta do Mundo, proferido pelo senhor Spurgeon na capela de Westminister:
Hoje em dia, temos perto de nós uma classe de homens que falam de Cristo e até pregam o evangelho, mas depois pregam igualmente muitas coisas que não são verdadeiras, destruindo o bem que fizeram e induzindo os homens ao erro. Eles querem ser considerados "evangélicos", mas, na verdade, pertencem a uma escola anti-evangélica. Observem esse tipo de pessoa. Tenho ouvido dizer que uma raposa, quando perseguida muito de perto pelos cães, finge ser um deles e corre com eles. É isso o que alguns estão desejando agora: que as raposas pareçam cães. Mas, no caso da raposa, o cheiro acentuado que ela libera em breve há de traí-la e os cães depressa a descobrirão. Do mesmo modo, o cheiro de falsa doutrina não é ocultado facilmente, e o jogo não continuara por muito tempo. Existem pregadores dos quais é difícil dizer se são raposas ou não; no entanto, todos os homens devem saber aquilo que somos enquanto vivermos. Eles não devem ter dúvidas quanto àquilo em que acreditamos e ensinamos. Não hesitaremos em proferir as palavras mais severas que pudermos encontrar em
Nossa língua, nem vacilaremos em utilizar as frases mais simples que pudermos construir, para anunciar aquilo que consideramos a verdade fundamental. (C. H. Spurgeon).

Noiva ou meretriz

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A aproximação do homem a Deus deve ter como motivo principal o reconhecimento de que Ele é o Senhor absoluto sobre tudo e todos. A Palavra de Deus é clara, e nos orienta quanto à necessidade de santificarmos a Cristo como Senhor em nosso coração (I Pedro 3.15). No entanto, nem sempre é isso que acontece (e, porque não dizer: dificilmente): muitos o querem apenas como Salvador, e não como Senhor. Do mesmo modo que o Pedro pré-conversão, ao mesmo tempo em que chamam Jesus de Senhor, recusam-se a ouvir sua voz (João 13.6,8). Chamar Jesus de Senhor é fácil; difícil é obedecê-lo como Senhor em tudo.
Observamos no Antigo Testamento Jeová repreendendo severamente seu povo que, por repetidas vezes, se apartava d’Ele para seguir após outros deuses. Abandonava ao Senhor e se achegava às abominações de outros povos. Em algumas ocasiões, Israel foi até mesmo comparada a uma meretriz, uma vez que o afastamento de seu “esposo” se assemelhava à prostituição (e.g., Ezequiel 16 e o livro de Oséias). E, por vezes, Israel se prostituía literalmente, cometendo os pecados mais horrendos contra o Todo-Poderoso. Ao se desviar do único Deus com a finalidade de adorar ídolos, Israel foi por Ele considerado um caso de infidelidade espiritual.
De certa forma, a história se repete com a igreja, em nossos dias. Porém, ao invés de trair o SENHOR com Baal, Moloque, Astarote, etc., os “deuses” da igreja são outros: o poder, o orgulho, a fama, o “eu”, a denominação, o dinheiro, “artistas” gospel, pregadores e homens em busca da fama a qualquer preço.
Os púlpitos por vezes se assemelham a palcos, onde os “levitas” e “conferencistas” se portam como artistas, querendo para si o foco dos holofotes. E a igreja brasileira, conivente, diz amém. Afinal, não importa se os cultos não estão sendo cristocêntricos: o que importa são os lucros e dividendos auferidos.
E, o que é ainda pior: tal qual uma meretriz, tem se mostrado interesseira ao extremo. Vejamos a constante aproximação com políticos de conduta nada ilibada, com os púlpitos sendo cedidos como palanque eleitoral para pessoas que sequer professam o cristianismo. Tudo em troca, quem sabe, de um cargo de assessor ou de um bem material qualquer. Isso para não citar outros interesses escusos, notórios nas disputas por posições e por liderança intra e extra-eclesiástica...
Sem levar ainda em consideração o fato de que, ocasiões há em que Deus é seguido por mero interesse (como faz uma meretriz). Numa atitude repugnante, o seguem por aquilo que Ele pode dar, e não por aquilo que Ele é. Interessados em usufruir as bênçãos, mas não em ser fiel ao Abençoador. E, como a mulher adúltera, após cometer seus desvios, “(...) ela come, e limpa a sua boca, e diz: Não cometi maldade” (Provérbios 30.20).
“Ah, mas hoje vivemos na dispensação da Graça, e não da Lei. Não queira nos comparar com Israel!”, poderão dizer alguns. Sim, mas conquanto hoje tenhamos a Graça e o Espírito Santo conosco, a infidelidade e a leviandade do povo continuam as mesmas. De igual maneira, ocorre com a dureza de coração.
Louvemos a Deus porque a Igreja invisível, aquela por quem Cristo morreu e que vai ser por Ele arrebatada, permanece “(...) gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5.27). Por outro lado, lamentamos o fato de que a igreja visível, a igreja enquanto organização humana, cada vez mais chafurda no lodo. Cada vez mais abraça propósitos meramente humanos e se afasta dos desígnios divinos.
Não basta ser “evangélico”. É preciso ser cristão. Seguidor de Cristo. Imitador de Cristo. Noiva imaculada, e não uma interesseira meretriz.
Que o Senhor nos abençoe e tenha misericórdia de nós.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
Fonte: [ Em Construção ]

terça-feira, 6 de julho de 2010

VOCÊ SABE QUAL É A MISSÃO DA IGREJA?

A missão da igreja não é reformar o mundo, nem erradicar as suas práticas más. Nosso único propósito é pregar o evangelho de Cristo. Se homens e mulheres chegarem a amar o Salvador, não há dúvida de que a conduta exterior deles será transformada. As seguintes palavras foram ditas por John Newton em uma conferência de pastores, em janeiro de 1778. Ele estava falando sobre como a igreja pode realizar transformações morais no mundo. Seus comentários se mostram tão apropriados hoje como o foram na sua época.

“O evangelho de Cristo, o glorioso evangelho do Deus bendito, é o único instrumento eficaz para transformar a humanidade. O homem que possui e sabe como utilizar esta grande e maravilhosa ferramenta, se posso fazer esta comparação, conseguirá facilmente aquilo que, de outro modo, seria impossível. O evangelho remove as dificuldades intransponíveis à capacidade humana: faz o cego ver e o surdo ouvir; amolece o coração de pedra; ressuscita aquele que estava morto em ofensas e pecados para um vida de retidão.

Nenhuma outra força, exceto a do evangelho, é suficiente para remover os imensos fardos de culpa de uma consciência despertada; para aquietar o ardor de paixões incontroláveis; para levantar uma alma mundana atolada no lamaçal da sensualidade e da avareza, para uma vida divina e espiritual, uma vida de comunhão com Deus.

Nenhum sistema, exceto o evangelho, é capaz de transmitir motivos, encorajamentos e perspectivas suficientes para resistir e frustrar todas as armadilhas e tentações com as quais o espírito deste mundo, com suas carrancas ou com seus sorrisos, se esforça para intimidar e afastar-nos do caminho do dever. Mas o evangelho, entendido corretamente e recebido com alegria, trará vigor ao desanimado e coragem ao temeroso. Tornará generoso o mesquinho, moldará a lamúria em bondade, amansará a fúria de nosso íntimo. Em resumo, o evangelho dilata o coração egoísta, enchendo-o com um espírito de amor para com Deus, de obediência alegre e irrestrita para com a vontade dEle, bem como de benevolência para com os homens.”


Autor: John Newton, título original: A missão da igreja
daptação para o blog: Rev. Ronaldo P Mendes

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pastores voadores

Desafiando a crise, líderes evangélicos brasileiros investem na compra de aviões particulares
Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente.


Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente. Desde o ano passado, diversos pastores brasileiros andam cruzando os céus em aviões próprios, um luxo antes somente reservado a altos executivos, atletas milionários e sheiks do petróleo. A justificativa para as aquisições, algumas na faixa das dezenas de milhões de dólares, é quase sempre a mesma: a necessidade de maior autonomia e disponibilidade para realizar a obra de Deus, o que, no caso dos grandes líderes, demanda constantes deslocamentos pelo país e exterior a fim de dar conta de pregações e participações em palestras e eventos de todo tipo. Eles realmente estão voando alto.
O empresário e bispo Edir Macedo, dirigente da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) tem feito a ponte aérea Brasil – Estados Unidos a bordo de um confortável Global Express, avaliado no mercado aeronáutico por US$ 50 milhões (cerca de R$ 85 milhões). Para comparar, o preço é semelhante ao do Rafale, o caça-bombardeiro francês que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sonha comprar para as Forças Armadas brasileiras. Equipado com sala de estar, dois banheiros, minibar e lavabo, além de um confortável sofá, o jato permite deslocamentos dos mais confortáveis até os EUA, onde Macedo mantém residência, e tem autonomia suficiente para levá-lo à Europa ou à África. O Global, adquirido em setembro numa troca por um modelo mais antigo, veio juntar-se à frota da Alliance Jet, empresa integrada ao grupo Universal e que já possuía um Falcon 2000 e um Citation X, juntos avaliados em 40 milhões de dólares.
Edir Macedo justifica o uso de aviões particulares dizendo que precisa levar a Palavra de Deus pelas nações onde a igreja atua, que já são mais de 120, e também para evitar transtornos aos passageiros dos aviões comerciais, pois sua pessoa costuma atrair muita atenção da mídia. Pode haver também outros motivos. Foi em voos particulares que a Polícia Federal descobriu, em 2005, que deputados e empresários ligados à Iurd transportavam dinheiro em espécie, no episódio que ficou conhecido como o caso das malas. Os valores, explicou a igreja na época, teriam sido arrecadados nos cultos e eram transportados dessa maneira por questão de segurança e praticidade até São Paulo e Rio de Janeiro, onde a denominação tem sua administração.
Já o missionário R.R.Soares, mais discreto que o cunhado Macedo, não fez alarde da aquisição do turboélice King Air 350, em novembro, fato noticiado pela revista Veja.. Avaliado em cerca de R$ 9 milhões, a aeronave transporta oito passageiros. Como tem uma agenda das mais apertadas, Soares viaja praticamente toda semana pelos mais de mil templos que sua Igreja Internacional da Graça de Deus tem no país, além de realizar cruzadas e gravar programas diários para a TV. Ele realmente tem pensado alto: a igreja também mantém parceria com a empresa de aviação Ocean Air, através da qual um percentual sobre cada passagem comprada por um membro da Graça reverte para a denominação.
“Conquista” – O que chama a atenção no aeroclube dos pastores são as justificativas espirituais para a compra das aeronaves. Renê Terra Nova, apóstolo do Ministério Internacional da Restauração em Manaus (AM) e um dos grandes divulgadores do movimento G12 no Brasil, conta que o seu Falcon é fruto de profecias de grandes homens de Deus como o pastor e conferencista americano Mike Murdock. Em abril de 2009, durante um evento em que ambos estavam, Murdock incentivou uma campanha de doações a fim de que Terra Nova pudesse realizar seu “sonho”.  Após chamar Terra Nova à frente, ele mesmo anunciou que ofertaria R$ 10 mil reais, atitude logo seguida por dezenas de pessoas. O avião foi comprado em julho. Dizendo-se “constrangido” com a atitude, Terra Nova admitiu que aquele era seu desejo e que se submetia ao que considerava a vontade de Deus. “O Senhor é testemunha que este avião não é para vaidade, mas para estimular que outros ministérios a que também tenham aviões e, juntos, possamos voar para as nações da terra, pregando o evangelho de Jesus. Assim está estabelecido”, diz o líder em seu site.
“Conquista” e “resultado da fé” também foram as expressões usadas pelo pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de São José dos Campos (SP), para comemorar a compra de seu King Air C90, de quatro lugares. O religioso, que durante anos liderou a Assembleia de Deus em Belém (PA) – onde montou a Rede Boas Novas, conglomerado de rádio e TV que cobre vinte estados brasileiros –, se diz muito grato a Deus pela bênção, avaliada em R$ 8,5 milhões. Ele espera juntar-se a outros líderes para montar “uma esquadrilha de aviões para tocar o mundo todo”. Ano passado, Câmara também esteve no noticiário pelas denúncias que fez contra supostas irregularidades nas eleições para a presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB).
Mas a aquisição aérea que mais chamou a atenção, dentro e fora do meio evangélico, foi concretizada pelo famoso pastor e apresentador de TV Silas Malafaia, da Assembleia de Deus da Penha, no Rio. Possuir uma aeronave própria era um objetivo anunciado pelo líder já há algum tempo, inclusive em seu programa Vitória em Cristo, um dos campeões de audiência na telinha evangélica. Além dos insistentes pedidos por ofertas para manter-se no ar, Malafaia constantemente tocava no assunto avião em suas falas. O empurrão que faltava foi dado pelo pastor americano Morris Cerullo, outro profeta da prosperidade proprietário de um luxuoso Gulstream G4. Num dos programas, levado ao ar em agosto, Cerullo admoestou os telespectadores a desafiar a crise global e participar de uma campanha de doações ao colega brasileiro – um chamado “desafio profético”, no valor de 900 reais, estipulado graças a uma curiosa aritmética que associava a cifra ao ano de 2009.
Aparentemente surpreso, Silas Malafaia assentiu com o pedido. Não se sabe quanto foi arrecadado a partir dali, mas o fato é que em dezembro o pastor anunciou que o negócio foi fechado por cerca de US$ 12 milhões, cerca de 19 milhões de reais. Trata-se de um jato executivo modelo Cessna com pouco uso. Um “negócio espetacular”, na descrição do próprio. Bastante combatido pela maneira ostensiva com que pede ofertas para seu ministério, o pastor Malafaia, que dirige também a Editora Central Gospel, recorre à consagrada oratória para se defender: “Quem critica não faz nada. Você conhece alguma coisa que algum crítico construiu? Crítico é um recalcado com o sucesso da obra alheia.”

Vais dizer que vc não tem inveja?

Falando de inveja

A inveja é um dos sentimentos mais difíceis de serem identificados e reconhecidos. Ignoramos que não há ninguém que respire que seja tão bem resolvido na vida a ponto de nunca desejar, pelo menos um pouco, daquilo que se admira no outro. O sentimento da inveja é filho da admiração – o que não significa que não exista admiração sem inveja. Mas onde existir a inveja, com certeza, houve a admiração antes. A inveja, enquanto sentimento, não é boa nem má. É apenas o desejo de possuir ou ser o que o outro tem ou é. O que pode ser mau ou bom é o comportamento que adotarmos diante desse sentimento. Traçado o limite entre a admiração e a inveja, o que importa é cada um identificar no próprio coração qual é a reação que aflora e que poderá determinar seu comportamento.
Podemos reagir de três formas quando identificamos e aceitamos em nós mesmos o sentimento de inveja. A primeira forma é reconhecer que se quer o que o outro é ou tem, avaliando as possibilidades reais de ser ou possuir o que admiramos no próximo. Posso desejar ter um carro de luxo caro, mas quando faço as contas descubro que, com o salário que ganho, é impossível adquirir um. Diante disso, há quem abra mão de outras coisas, esforça-se mais e se sacrifique para conquistar aquele objetivo. Neste caso, o sentimento de inveja foi positivo: um estímulo para o uso dos próprios recursos no empenho de conseguir o que se deseja.
A segunda reação é quando admiramos e desejamos o que outro tem, mas diante da impossibilidade de tê-lo passamos a desvalorizar e criticar aquilo que não temos condições de adquirir. No caso do carro, o invejoso diria: “Este carro não presta. Consome muito combustível, sua manutenção é caríssima e ocupa muito espaço.” Às vezes, esse tipo de comportamento até começa com um elogio, mas logo em seguida vem a crítica, o menosprezo. E a terceira maneira de reagir diante da inveja é quando, diante da impossibilidade de conseguir o que desejamos, adotamos um comportamento destrutivo em relação à pessoa e ou aos bens que são alvo dos nossos desejos. É o caso da pessoa, que muitas vezes, até sem perceber, assume uma postura de: “Já que não posso ter, você também não terá.”
O lado bom da história é que podemos tirar proveito quando detectamos os sentimentos de inveja no nosso coração. Eles apontam para uma deficiência na capacidade de reconhecer o nosso próprio valor, o nosso potencial, e desenvolvê-lo de tal forma que se tornem uma fonte de contentamento e realização. Enquanto simplesmente invejamos o próximo, tiramos o foco do que somos e temos, e gastamos inutilmente uma energia que poderia ser canalizada para o desenvolvimento das nossas habilidades e talentos. Tentamos a todo custo ter a vida do outro. E nessa tentativa perdemos a oportunidade de sermos nós mesmos.
Um dos provérbios do rei Salomão já nos adverte que a inveja é a podridão dos ossos. A Bíblia tem também um bom exemplo disso. Quando o filho pródigo da parábola – aquele que saiu de casa à revelia do pai e consumiu toda sua herança – voltou para casa, ganhou um banquete de recepção. Seu irmão mais velho, que sempre ficou ao lado do pai, sentiu-se injustiçado – afinal, embora tivesse permanecido sempre em casa, seguindo fielmente as ordens paternas, nunca tivera uma festa daquelas. A resposta do pai esclarece que o filho mais velho é que não sabia desfrutar do que tinha: “Meu filho, tudo que é meu é seu”.
O que na realidade aconteceu foi que o irmão mais velho não conseguiu tomar posse do que tinha conquistado por direito. E este é o pior castigo para quem é dominado pelo sentimento de inveja – ele não usa e nem desfruta do que tem por direito, e também não consegue festejar e se alegrar com o que o outro tem. E ainda coloca a culpa em terceiros. Não sabemos qual foi a resposta deste jovem para o pai. Seria muito bom se ele tivesse reconhecido que tinha inveja do presente dado ao irmão e dificuldade em usufruir o que já lhe pertencia. É claro que o pai desta parábola contada por Jesus representa Deus, que sempre nos acolhe e nos restaura diante de nosso arrependimento.
Não há duas pessoas iguais no mundo. Cada um tem personalidade e habilidades que são únicas, mas que esperam ser reconhecidas e desenvolvidas. O ideal seria que o jeito de ser de cada um, bem como suas habilidades, recebessem um olhar de aprovação desde o nascimento. É assim que aprendemos desde cedo a nos alegrar com o que somos. Mas nem sempre é isso que acontece. No desejo de agradar, deixamos de lado o que naturalmente somos e nos esforçamos para sermos iguais àqueles que são apontados como modelos, seja pelo que são ou pelo que têm. A solução, depois do estrago feito, é cada um se reencontrar no próprio espaço, onde possa ser ele mesmo, com todas suas características e talentos – tanto os natos como os aprendidos.
Sempre é possível resgatar quem de verdade se é. E esta é uma busca que o indivíduo deve fazer para dentro de si mesmo, para, a partir daí, se doar e ser um caminho de bondade e amor para com aqueles que vivem à sua volta. Assim, faremos para nós mesmos nossas próprias festas e teremos recursos para nos alegrarmos e celebrarmos a alegria dos outros.

Autora: ESTHER CARRENHO

Em decepção profunda, chorei pela frouxidão da igreja.

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Martin Luther King Jr
"Houve um tempo em que a igreja era bastante poderosa – no tempo em que os primeiros cristãos regozijavam-se por ser considerados dignos de ter sofrido por aquilo em que acreditavam. Naqueles dias, a igreja não era apenas um termômetro que registrava as idéias e princípios da opinião pública; era um termostato que transformava os costumes da sociedade. Quando os primeiros cristãos entravam em uma cidade, as pessoas no poder ficavam transtornadas e imediatamente buscavam condenar os cristãos por serem “perturbadores da paz” e “forasteiros agitadores”. Mas os cristãos prosseguiam, com a convicção de que eram “uma colônia do céu”, que devia obediência a Deus e não ao homem. Pequenos em número, eram grandes em compromisso. Eles eram intoxicados demais por Deus para serem “astronomicamente intimidados”. Com seu esforço e exemplo, puseram um fim em maldades antigas como o infanticídio e duelos de gladiadores. As coisas são diferentes agora. Com tanta frequência a igreja contemporânea é uma voz fraca, ineficaz com um som incerto. Com tanta frequência é uma arquidefensora do status quo. Longe de se sentir transtornada pela presença da igreja, a estrutura do poder da comunidade normal é confortada pela sanção silenciosa – e com frequência sonora – da igreja das coisas tais como são.
Mas o julgamento de Deus pesa sobre a igreja como nunca pesou. Se a igreja atual não recuperar o espírito de sacrifício da igreja primitiva, perderá sua autenticidade, será privada da lealdade de milhões e será descartada como um clube social irrelevante com nenhum significado..."

Trechos da *Carta de uma prisão em Birmingham

sábado, 26 de junho de 2010

Avivamento, a solução Divina para a crise


por Hernandes Dias Lopes


Os grandes avivamentos aconteceram em tempos de crise. Quando o homem esgota seus recursos, reconhece sua falência e clama pelo socorro divino, Deus restaura a sua sorte. Quando a terra está seca é que Deus derrama sobre ela as suas torrentes. Quando os pecadores se humilham e choram pelos seus pecados é que Deus envia do céu a sua cura. Quando todas as esperanças terrenas sofrem um colapso, é que Deus se manifesta poderosamente trazendo restauração para o seu povo. Mesmo quando o povo de Deus perde sua vitalidade espiritual e se torna como um vale de ossos secos, sem alegria, sem entusiasmo com a prática do cristianismo autêntico, Deus sopra ele o seu sopro e o levanta como um exército poderoso. Nenhuma crise pode superar a capacidade divina de intervir na vida do seu povo. Mesmo que o mundo olhe para a igreja com desdém, com ceticismo, diagnosticando a sua crise, descrendo da sua restauração, Deus pode derramar sobre ela o poder do seu Espírito, aspergi-la com o óleo da sua unção e fazer dela uma agência poderosa do céu na terra.

O avivamento põe a igreja de pé em tempos de desânimo, põe a igreja em marcha em tempos de cansaço e põe a igreja na intimidade de Deus em tempos de corrupção e impiedade. O avivamento é uma ação soberana de Deus e não resultado do esforço humano. O homem não pode produzir o avivamento. O avivamento não pode ser agendado, programado nem domesticado pelo homem. A maior necessidade da igreja hoje é de um genuíno avivamento. Antes da igreja convocar o mundo a se arrepender, ela precisa estar quebrantada. O juízo deve começar pela casa de Deus. Quando o povo de Deus se humilha, ora, e se converte de seus maus caminhos, é que Deus intervém sarando a terra.

A obra de Deus não pode ser realizada na força da carne. Não basta a nós, como igreja, ter uma boa organização, uma estrutura sólida, uma equipe docente bem qualificada. Precisamos, sobretudo, do poder do Espírito Santo. Não é suficiente apenas termos doutrinas corretas, ortodoxas, precisamos do óleo do Espírito banhando essa doutrina. Não é suficiente apenas termos professores estudiosos ensinando a Bíblia, precisamos que eles sejam ungidos e fortalecidos com poder. A igreja precisa de poder para impactar o mundo. A Palavra de Deus precisa ser a verdade em nossa boca, precisa ser praticada em nossa vida, precisa ser adornada pelo nosso exemplo.

O fogo de Deus precisa arder em nosso coração para termos fervor espiritual. Precisamos ser um graveto seco a pegar fogo a fim de inflamarmos outros. Quando o fogo do Espírito de Deus arde na vida da igreja o entulho do pecado é queimado, uma sede de santidade explode em seu meio, a comunhão com os irmãos é restaurada e uma profunda inquietude em relação aos perdidos leva a igreja a uma evangelização vigorosa. Ah! Que esta igreja volte às trincheiras da luta pela busca de uma visitação especial de Deus e que o nosso coração não desanime até que o Senhor restaure a nossa sorte!

Qual o seu verdadeiro interesse na IGREJA? Ser o MAIOR?

O descuido de muitos com a palavra de Deus, está permitindo desvios de conduta aos muitos líderes, que se desdobram em conquistar espaços e esquecem, que este sentimento é pura conduta material e carnal.

Quantos desejam seguir os passos exemplares de João, o Batista, em sua caminhada por esta vida e na realização de com muito cuidado, tentar somente agradar ao Senhor, e  não estrapolarem com os seus devaneios de poder para serem contemplados pelos homens, como uma estrêla de maior grandeza? Quantos?

Triste saber que, esta conduta luciferiana, é armazenada com facilidade nos corações de muitos, que se diziam servos de Deus, e que diante da igreja, exerciam suas tarefas, como um verdadeiro atalaia de Deus.

Infelizmente, a sensação que existe, hoje em dia, é a produzida pelos holofotes e flashes e fumaças coloridas à vontade, em muitos dos eventos sem falar no "mais importante para alguns: A coreografia constante em muitos cultos ou eventos artísticos."

Na Flórida já existem classes de "Ballet Profético"(?), dirigido por irmãos brasileiros.

Triste, quando avaliamos as conquistas destes líderes que deixaram o seu primeiro amor, para amarem a sí mesmos, como se possuissem toda a autoridade espiritual no mundo, e trocaram as responsabilidades, diplomas etc, pela fama e por resultados materiais.

Triste, quando deixamos de lado a simplicidade do evangelho da verdade e o permitir a instrumentalidade de Deus em nossas vidas, pela observação e desvio ao carnal e humano.

Triste, saber que muitos deixaram de lado o evangelho sem heresias, para abraçar aos recheados de heresias e que interessam às multidões pela constante falácia da prosperidade - o grande mal deste século, e que fala mais alto aos corações que procuram mestres segundo os seus próprios desejos, sem o interesse em aceitar como prescrição importante para o espírito, o que está bem explícito no Livro de Mateus 11:11:

 "Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele."

Quantos desejam estar nesta posição?

O contrário a esta afirmação é mais interessante e mais confortável.

A venda de indulgencias e o antropocentrismo são os álibis da carne, em atividade no meio da igreja atual.

Quem dá mais?

Se transformou na arma dos milagreiros de plantão.

Se transformou no motivo de vida dos que não resistiram ser fiéis até a morte.

Tornou-se o motivo de uma vida melhor e mais confortável nesta terra. 

É o sinal dos tempos para os interessados e interesseiros deste mundo.

Qual o seu verdadeiro interesse na IGREJA de Cristo?

Pense bem antes de responder. A sua resposta poderá colocar a sua cabeça em risco.

Maranata!

O menor de todos. Certamente!