segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pastores voadores

Desafiando a crise, líderes evangélicos brasileiros investem na compra de aviões particulares
Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente.


Dizem que um homem pode ser medido pela grandiosidade dos seus sonhos. Se é mesmo assim, um seleto grupo de ministros do Evangelho anda sonhando alto – literalmente. Desde o ano passado, diversos pastores brasileiros andam cruzando os céus em aviões próprios, um luxo antes somente reservado a altos executivos, atletas milionários e sheiks do petróleo. A justificativa para as aquisições, algumas na faixa das dezenas de milhões de dólares, é quase sempre a mesma: a necessidade de maior autonomia e disponibilidade para realizar a obra de Deus, o que, no caso dos grandes líderes, demanda constantes deslocamentos pelo país e exterior a fim de dar conta de pregações e participações em palestras e eventos de todo tipo. Eles realmente estão voando alto.
O empresário e bispo Edir Macedo, dirigente da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) tem feito a ponte aérea Brasil – Estados Unidos a bordo de um confortável Global Express, avaliado no mercado aeronáutico por US$ 50 milhões (cerca de R$ 85 milhões). Para comparar, o preço é semelhante ao do Rafale, o caça-bombardeiro francês que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sonha comprar para as Forças Armadas brasileiras. Equipado com sala de estar, dois banheiros, minibar e lavabo, além de um confortável sofá, o jato permite deslocamentos dos mais confortáveis até os EUA, onde Macedo mantém residência, e tem autonomia suficiente para levá-lo à Europa ou à África. O Global, adquirido em setembro numa troca por um modelo mais antigo, veio juntar-se à frota da Alliance Jet, empresa integrada ao grupo Universal e que já possuía um Falcon 2000 e um Citation X, juntos avaliados em 40 milhões de dólares.
Edir Macedo justifica o uso de aviões particulares dizendo que precisa levar a Palavra de Deus pelas nações onde a igreja atua, que já são mais de 120, e também para evitar transtornos aos passageiros dos aviões comerciais, pois sua pessoa costuma atrair muita atenção da mídia. Pode haver também outros motivos. Foi em voos particulares que a Polícia Federal descobriu, em 2005, que deputados e empresários ligados à Iurd transportavam dinheiro em espécie, no episódio que ficou conhecido como o caso das malas. Os valores, explicou a igreja na época, teriam sido arrecadados nos cultos e eram transportados dessa maneira por questão de segurança e praticidade até São Paulo e Rio de Janeiro, onde a denominação tem sua administração.
Já o missionário R.R.Soares, mais discreto que o cunhado Macedo, não fez alarde da aquisição do turboélice King Air 350, em novembro, fato noticiado pela revista Veja.. Avaliado em cerca de R$ 9 milhões, a aeronave transporta oito passageiros. Como tem uma agenda das mais apertadas, Soares viaja praticamente toda semana pelos mais de mil templos que sua Igreja Internacional da Graça de Deus tem no país, além de realizar cruzadas e gravar programas diários para a TV. Ele realmente tem pensado alto: a igreja também mantém parceria com a empresa de aviação Ocean Air, através da qual um percentual sobre cada passagem comprada por um membro da Graça reverte para a denominação.
“Conquista” – O que chama a atenção no aeroclube dos pastores são as justificativas espirituais para a compra das aeronaves. Renê Terra Nova, apóstolo do Ministério Internacional da Restauração em Manaus (AM) e um dos grandes divulgadores do movimento G12 no Brasil, conta que o seu Falcon é fruto de profecias de grandes homens de Deus como o pastor e conferencista americano Mike Murdock. Em abril de 2009, durante um evento em que ambos estavam, Murdock incentivou uma campanha de doações a fim de que Terra Nova pudesse realizar seu “sonho”.  Após chamar Terra Nova à frente, ele mesmo anunciou que ofertaria R$ 10 mil reais, atitude logo seguida por dezenas de pessoas. O avião foi comprado em julho. Dizendo-se “constrangido” com a atitude, Terra Nova admitiu que aquele era seu desejo e que se submetia ao que considerava a vontade de Deus. “O Senhor é testemunha que este avião não é para vaidade, mas para estimular que outros ministérios a que também tenham aviões e, juntos, possamos voar para as nações da terra, pregando o evangelho de Jesus. Assim está estabelecido”, diz o líder em seu site.
“Conquista” e “resultado da fé” também foram as expressões usadas pelo pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de São José dos Campos (SP), para comemorar a compra de seu King Air C90, de quatro lugares. O religioso, que durante anos liderou a Assembleia de Deus em Belém (PA) – onde montou a Rede Boas Novas, conglomerado de rádio e TV que cobre vinte estados brasileiros –, se diz muito grato a Deus pela bênção, avaliada em R$ 8,5 milhões. Ele espera juntar-se a outros líderes para montar “uma esquadrilha de aviões para tocar o mundo todo”. Ano passado, Câmara também esteve no noticiário pelas denúncias que fez contra supostas irregularidades nas eleições para a presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB).
Mas a aquisição aérea que mais chamou a atenção, dentro e fora do meio evangélico, foi concretizada pelo famoso pastor e apresentador de TV Silas Malafaia, da Assembleia de Deus da Penha, no Rio. Possuir uma aeronave própria era um objetivo anunciado pelo líder já há algum tempo, inclusive em seu programa Vitória em Cristo, um dos campeões de audiência na telinha evangélica. Além dos insistentes pedidos por ofertas para manter-se no ar, Malafaia constantemente tocava no assunto avião em suas falas. O empurrão que faltava foi dado pelo pastor americano Morris Cerullo, outro profeta da prosperidade proprietário de um luxuoso Gulstream G4. Num dos programas, levado ao ar em agosto, Cerullo admoestou os telespectadores a desafiar a crise global e participar de uma campanha de doações ao colega brasileiro – um chamado “desafio profético”, no valor de 900 reais, estipulado graças a uma curiosa aritmética que associava a cifra ao ano de 2009.
Aparentemente surpreso, Silas Malafaia assentiu com o pedido. Não se sabe quanto foi arrecadado a partir dali, mas o fato é que em dezembro o pastor anunciou que o negócio foi fechado por cerca de US$ 12 milhões, cerca de 19 milhões de reais. Trata-se de um jato executivo modelo Cessna com pouco uso. Um “negócio espetacular”, na descrição do próprio. Bastante combatido pela maneira ostensiva com que pede ofertas para seu ministério, o pastor Malafaia, que dirige também a Editora Central Gospel, recorre à consagrada oratória para se defender: “Quem critica não faz nada. Você conhece alguma coisa que algum crítico construiu? Crítico é um recalcado com o sucesso da obra alheia.”

Vais dizer que vc não tem inveja?

Falando de inveja

A inveja é um dos sentimentos mais difíceis de serem identificados e reconhecidos. Ignoramos que não há ninguém que respire que seja tão bem resolvido na vida a ponto de nunca desejar, pelo menos um pouco, daquilo que se admira no outro. O sentimento da inveja é filho da admiração – o que não significa que não exista admiração sem inveja. Mas onde existir a inveja, com certeza, houve a admiração antes. A inveja, enquanto sentimento, não é boa nem má. É apenas o desejo de possuir ou ser o que o outro tem ou é. O que pode ser mau ou bom é o comportamento que adotarmos diante desse sentimento. Traçado o limite entre a admiração e a inveja, o que importa é cada um identificar no próprio coração qual é a reação que aflora e que poderá determinar seu comportamento.
Podemos reagir de três formas quando identificamos e aceitamos em nós mesmos o sentimento de inveja. A primeira forma é reconhecer que se quer o que o outro é ou tem, avaliando as possibilidades reais de ser ou possuir o que admiramos no próximo. Posso desejar ter um carro de luxo caro, mas quando faço as contas descubro que, com o salário que ganho, é impossível adquirir um. Diante disso, há quem abra mão de outras coisas, esforça-se mais e se sacrifique para conquistar aquele objetivo. Neste caso, o sentimento de inveja foi positivo: um estímulo para o uso dos próprios recursos no empenho de conseguir o que se deseja.
A segunda reação é quando admiramos e desejamos o que outro tem, mas diante da impossibilidade de tê-lo passamos a desvalorizar e criticar aquilo que não temos condições de adquirir. No caso do carro, o invejoso diria: “Este carro não presta. Consome muito combustível, sua manutenção é caríssima e ocupa muito espaço.” Às vezes, esse tipo de comportamento até começa com um elogio, mas logo em seguida vem a crítica, o menosprezo. E a terceira maneira de reagir diante da inveja é quando, diante da impossibilidade de conseguir o que desejamos, adotamos um comportamento destrutivo em relação à pessoa e ou aos bens que são alvo dos nossos desejos. É o caso da pessoa, que muitas vezes, até sem perceber, assume uma postura de: “Já que não posso ter, você também não terá.”
O lado bom da história é que podemos tirar proveito quando detectamos os sentimentos de inveja no nosso coração. Eles apontam para uma deficiência na capacidade de reconhecer o nosso próprio valor, o nosso potencial, e desenvolvê-lo de tal forma que se tornem uma fonte de contentamento e realização. Enquanto simplesmente invejamos o próximo, tiramos o foco do que somos e temos, e gastamos inutilmente uma energia que poderia ser canalizada para o desenvolvimento das nossas habilidades e talentos. Tentamos a todo custo ter a vida do outro. E nessa tentativa perdemos a oportunidade de sermos nós mesmos.
Um dos provérbios do rei Salomão já nos adverte que a inveja é a podridão dos ossos. A Bíblia tem também um bom exemplo disso. Quando o filho pródigo da parábola – aquele que saiu de casa à revelia do pai e consumiu toda sua herança – voltou para casa, ganhou um banquete de recepção. Seu irmão mais velho, que sempre ficou ao lado do pai, sentiu-se injustiçado – afinal, embora tivesse permanecido sempre em casa, seguindo fielmente as ordens paternas, nunca tivera uma festa daquelas. A resposta do pai esclarece que o filho mais velho é que não sabia desfrutar do que tinha: “Meu filho, tudo que é meu é seu”.
O que na realidade aconteceu foi que o irmão mais velho não conseguiu tomar posse do que tinha conquistado por direito. E este é o pior castigo para quem é dominado pelo sentimento de inveja – ele não usa e nem desfruta do que tem por direito, e também não consegue festejar e se alegrar com o que o outro tem. E ainda coloca a culpa em terceiros. Não sabemos qual foi a resposta deste jovem para o pai. Seria muito bom se ele tivesse reconhecido que tinha inveja do presente dado ao irmão e dificuldade em usufruir o que já lhe pertencia. É claro que o pai desta parábola contada por Jesus representa Deus, que sempre nos acolhe e nos restaura diante de nosso arrependimento.
Não há duas pessoas iguais no mundo. Cada um tem personalidade e habilidades que são únicas, mas que esperam ser reconhecidas e desenvolvidas. O ideal seria que o jeito de ser de cada um, bem como suas habilidades, recebessem um olhar de aprovação desde o nascimento. É assim que aprendemos desde cedo a nos alegrar com o que somos. Mas nem sempre é isso que acontece. No desejo de agradar, deixamos de lado o que naturalmente somos e nos esforçamos para sermos iguais àqueles que são apontados como modelos, seja pelo que são ou pelo que têm. A solução, depois do estrago feito, é cada um se reencontrar no próprio espaço, onde possa ser ele mesmo, com todas suas características e talentos – tanto os natos como os aprendidos.
Sempre é possível resgatar quem de verdade se é. E esta é uma busca que o indivíduo deve fazer para dentro de si mesmo, para, a partir daí, se doar e ser um caminho de bondade e amor para com aqueles que vivem à sua volta. Assim, faremos para nós mesmos nossas próprias festas e teremos recursos para nos alegrarmos e celebrarmos a alegria dos outros.

Autora: ESTHER CARRENHO

Em decepção profunda, chorei pela frouxidão da igreja.

.

Martin Luther King Jr
"Houve um tempo em que a igreja era bastante poderosa – no tempo em que os primeiros cristãos regozijavam-se por ser considerados dignos de ter sofrido por aquilo em que acreditavam. Naqueles dias, a igreja não era apenas um termômetro que registrava as idéias e princípios da opinião pública; era um termostato que transformava os costumes da sociedade. Quando os primeiros cristãos entravam em uma cidade, as pessoas no poder ficavam transtornadas e imediatamente buscavam condenar os cristãos por serem “perturbadores da paz” e “forasteiros agitadores”. Mas os cristãos prosseguiam, com a convicção de que eram “uma colônia do céu”, que devia obediência a Deus e não ao homem. Pequenos em número, eram grandes em compromisso. Eles eram intoxicados demais por Deus para serem “astronomicamente intimidados”. Com seu esforço e exemplo, puseram um fim em maldades antigas como o infanticídio e duelos de gladiadores. As coisas são diferentes agora. Com tanta frequência a igreja contemporânea é uma voz fraca, ineficaz com um som incerto. Com tanta frequência é uma arquidefensora do status quo. Longe de se sentir transtornada pela presença da igreja, a estrutura do poder da comunidade normal é confortada pela sanção silenciosa – e com frequência sonora – da igreja das coisas tais como são.
Mas o julgamento de Deus pesa sobre a igreja como nunca pesou. Se a igreja atual não recuperar o espírito de sacrifício da igreja primitiva, perderá sua autenticidade, será privada da lealdade de milhões e será descartada como um clube social irrelevante com nenhum significado..."

Trechos da *Carta de uma prisão em Birmingham

sábado, 26 de junho de 2010

Avivamento, a solução Divina para a crise


por Hernandes Dias Lopes


Os grandes avivamentos aconteceram em tempos de crise. Quando o homem esgota seus recursos, reconhece sua falência e clama pelo socorro divino, Deus restaura a sua sorte. Quando a terra está seca é que Deus derrama sobre ela as suas torrentes. Quando os pecadores se humilham e choram pelos seus pecados é que Deus envia do céu a sua cura. Quando todas as esperanças terrenas sofrem um colapso, é que Deus se manifesta poderosamente trazendo restauração para o seu povo. Mesmo quando o povo de Deus perde sua vitalidade espiritual e se torna como um vale de ossos secos, sem alegria, sem entusiasmo com a prática do cristianismo autêntico, Deus sopra ele o seu sopro e o levanta como um exército poderoso. Nenhuma crise pode superar a capacidade divina de intervir na vida do seu povo. Mesmo que o mundo olhe para a igreja com desdém, com ceticismo, diagnosticando a sua crise, descrendo da sua restauração, Deus pode derramar sobre ela o poder do seu Espírito, aspergi-la com o óleo da sua unção e fazer dela uma agência poderosa do céu na terra.

O avivamento põe a igreja de pé em tempos de desânimo, põe a igreja em marcha em tempos de cansaço e põe a igreja na intimidade de Deus em tempos de corrupção e impiedade. O avivamento é uma ação soberana de Deus e não resultado do esforço humano. O homem não pode produzir o avivamento. O avivamento não pode ser agendado, programado nem domesticado pelo homem. A maior necessidade da igreja hoje é de um genuíno avivamento. Antes da igreja convocar o mundo a se arrepender, ela precisa estar quebrantada. O juízo deve começar pela casa de Deus. Quando o povo de Deus se humilha, ora, e se converte de seus maus caminhos, é que Deus intervém sarando a terra.

A obra de Deus não pode ser realizada na força da carne. Não basta a nós, como igreja, ter uma boa organização, uma estrutura sólida, uma equipe docente bem qualificada. Precisamos, sobretudo, do poder do Espírito Santo. Não é suficiente apenas termos doutrinas corretas, ortodoxas, precisamos do óleo do Espírito banhando essa doutrina. Não é suficiente apenas termos professores estudiosos ensinando a Bíblia, precisamos que eles sejam ungidos e fortalecidos com poder. A igreja precisa de poder para impactar o mundo. A Palavra de Deus precisa ser a verdade em nossa boca, precisa ser praticada em nossa vida, precisa ser adornada pelo nosso exemplo.

O fogo de Deus precisa arder em nosso coração para termos fervor espiritual. Precisamos ser um graveto seco a pegar fogo a fim de inflamarmos outros. Quando o fogo do Espírito de Deus arde na vida da igreja o entulho do pecado é queimado, uma sede de santidade explode em seu meio, a comunhão com os irmãos é restaurada e uma profunda inquietude em relação aos perdidos leva a igreja a uma evangelização vigorosa. Ah! Que esta igreja volte às trincheiras da luta pela busca de uma visitação especial de Deus e que o nosso coração não desanime até que o Senhor restaure a nossa sorte!

Qual o seu verdadeiro interesse na IGREJA? Ser o MAIOR?

O descuido de muitos com a palavra de Deus, está permitindo desvios de conduta aos muitos líderes, que se desdobram em conquistar espaços e esquecem, que este sentimento é pura conduta material e carnal.

Quantos desejam seguir os passos exemplares de João, o Batista, em sua caminhada por esta vida e na realização de com muito cuidado, tentar somente agradar ao Senhor, e  não estrapolarem com os seus devaneios de poder para serem contemplados pelos homens, como uma estrêla de maior grandeza? Quantos?

Triste saber que, esta conduta luciferiana, é armazenada com facilidade nos corações de muitos, que se diziam servos de Deus, e que diante da igreja, exerciam suas tarefas, como um verdadeiro atalaia de Deus.

Infelizmente, a sensação que existe, hoje em dia, é a produzida pelos holofotes e flashes e fumaças coloridas à vontade, em muitos dos eventos sem falar no "mais importante para alguns: A coreografia constante em muitos cultos ou eventos artísticos."

Na Flórida já existem classes de "Ballet Profético"(?), dirigido por irmãos brasileiros.

Triste, quando avaliamos as conquistas destes líderes que deixaram o seu primeiro amor, para amarem a sí mesmos, como se possuissem toda a autoridade espiritual no mundo, e trocaram as responsabilidades, diplomas etc, pela fama e por resultados materiais.

Triste, quando deixamos de lado a simplicidade do evangelho da verdade e o permitir a instrumentalidade de Deus em nossas vidas, pela observação e desvio ao carnal e humano.

Triste, saber que muitos deixaram de lado o evangelho sem heresias, para abraçar aos recheados de heresias e que interessam às multidões pela constante falácia da prosperidade - o grande mal deste século, e que fala mais alto aos corações que procuram mestres segundo os seus próprios desejos, sem o interesse em aceitar como prescrição importante para o espírito, o que está bem explícito no Livro de Mateus 11:11:

 "Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele."

Quantos desejam estar nesta posição?

O contrário a esta afirmação é mais interessante e mais confortável.

A venda de indulgencias e o antropocentrismo são os álibis da carne, em atividade no meio da igreja atual.

Quem dá mais?

Se transformou na arma dos milagreiros de plantão.

Se transformou no motivo de vida dos que não resistiram ser fiéis até a morte.

Tornou-se o motivo de uma vida melhor e mais confortável nesta terra. 

É o sinal dos tempos para os interessados e interesseiros deste mundo.

Qual o seu verdadeiro interesse na IGREJA de Cristo?

Pense bem antes de responder. A sua resposta poderá colocar a sua cabeça em risco.

Maranata!

O menor de todos. Certamente!

voltemos ao evangelho simples de Deus

UMA EXCELENTE 'CAMPANHA PARA MUDAR A IGREJA'





Tenho o prazer de reproduzí-lo aqui no blog pelo fato não apenas de concordar com todas as propostas, mas também, e principalmente, por sentir em meu coração uma profunda tristeza com a atual situação de nossa igreja, que a cada dia se distância mais e mais dos preceitos do Senhor, abraçando o que é secundário e passageiro.


Às propostas:

1. Deixe de promover eventos festivos um atrás do outro, que acarretam enormes despesas à igreja e pouco resultado trazem à vida espiritual dos crentes e à evangelização, mas não abra mão dos cultos "normais", onde todos podem ser edificados mutuamente. Aqui a comunhão pode ser experimentada em sua dimensão mais profunda.

2. Pare de criar nomenclaturas para definir um culto do outro, como, por exemplo, "culto da vitória", "culto de libertação", "culto de avivamento", "culto da virada" etc., pois culto se presta a Deus de acordo com os elementos descritos no Novo Testamento, e todos eles, quando prestados de fato ao Senhor, cumprem todas as finalidades bíblicas.

3. Reprograme as atividades extra-cultos em sua igreja, entre elas os ensaios dos diferentes departamentos musicais, para não correr o risco de um ativismo improdutivo e ter os horários de tal maneira ocupados com tantas programações que o tempo para o verdadeiro culto a Deus seja escasso, trazendo sérios prejuízos espirituais à vida dos crentes.

4. Tome a decisão radical de não convidar cantores famosos para "abrilhantar" os festejos da igreja (até porque estes em grande parte já não mais farão parte do calendário, pelo menos por um ano) e você descobrirá quantos talentos escondidos na própria igreja poderão ser aproveitados, sem custo algum, nos cultos regulares ou em outro evento extremamente indispensável. Além disso, se não houver demanda, os cantores (sem cair no terreno da generalização) deixarão de cobrar os elevados cachês e, quem sabe, aprendam a ver o que fazem como ministério e não como profissão.

5. Não deixe também de valorizar o cântico congregacional. Uma igreja que adora a Deus unida pode experimentar a vida comunitária com muito maior comunhão e proveito do que aquela em que os membros são meros assistentes de culto. Vêm e vão sem nenhum comprometimento com a vida comunitária.

6. De igual modo, pare de convidar pregadores renomados, os quais seguem a mesma linha dos cantores "profissionais" e chegam nas igrejas com os DVDs (ou CDs) da mensagem ainda a ser pregada já prontos para serem colocados à venda na porta da igreja por um preço bem módico. Quem sabe eles (sem cair também no terreno da generalização) da mesma forma aprendam e passem a servir e não buscar serem servidos.

7. Na ausência dos pregadores que não serão mais convidados, pare de "encher linguiça" durante os cultos, não mais ofereça "capim seco" às suas ovelhas, mas prepare-se para a cada culto ter sempre uma nova mensagem bíblica, cristocêntrica, sem apelar para os conhecidos e já surrados chavões, que alimente o povo e lhe aguce o desejo de voltar nos próximos cultos.

8. Pare de valorizar o formalismo da oração, que envaidece o coração farisaico, mas ensine a sua igreja o que significa orar e torne isso parte do metabolismo espiritual dos crentes de maneira que a oração, a conversa com Deus, profunda, livre e sincera, permeie tudo quanto a igreja faça.

9. Pare de promover eventos evangelísticos, mas faça com que a igreja encarne a paixão pelas almas e passe a empregar o velho (mas sempre novo) evangelismo pessoal como meio de alcançar os perdidos para Cristo. Uma boa maneira maneira é estimular a cada um para que se comprometa a orar, fazer amizade e convidar os seus parentes, amigos e vizinhos com regularidade para que assistam os cultos e ouçam a Palavra de Deus, Não é preciso ir longe. O campo está perto de cada crente. Saiba que 99% das pessoas que frequentam a igreja, hoje, foram trazidas por alguém e não por um "programa".

10. Valorize os cultos nos lares, de maneira sistemática, sem se preocupar com nomenclatura. A igreja primitiva se reunia no templo e nas casas e a maioria absoluta das igrejas existentes tiveram início em reuniões familiares.

11. Pare de fazer conchavos políticos e buscar os favores de candidatos para esta ou aquela atividade. O custo não vale a pena, compromete a voz profética e gera insatisfação entre os crentes. A melhor coisa que uma igreja faz é realizar as suas atividades com a própria receita. Quem quiser contribuir, que o faça em oculto, quando os diáconos passarem com as salvas ou quando os crentes forem chamados ao gazofilácio.

12. Resista a tentação de não cumprir as propostas acima. Sempre haverá os insatisfeitos que forçarão a barra. O risco é grande de você quebrar o compromisso, mas a perseverança é companheira dos que querem alcançar os seus objetivos. Portanto, siga em frente, olhando apenas para Jesus. Você não será decepcionado.

Conclusão

Posso afirmar com segurança, que, com essas decisões, entre tantas outras que podem ser tomadas, sua igreja, ao final de um ano, terá progredido muito mais em todos os sentidos do que se você insistir com esse sistema carcomido que muito aparenta, mas pouca eficácia tem para a igreja como corpo vivo de Cristo na terra.

A BATALHA DO CRISTÃO

Intérprete levou Cristão até à porta do palácio, onde estavam quatro homens vigorosos vestidos de armadura. Eis que à porta havia um grande grupo de pessoas, como se estivessem desejosas de entrar, mas não ousavam com medo dos homens armados. Havia também, assentado diante de uma mesa, à pequena distância da porta, um homem com um livro e seu tinteiro à frente, para escrever o nome daquele que ali entrasse. Cristão viu também que à porta estavam aqueles homens armados para vigiá-la, decididos a causar dano e mal à pessoa que desejasse entrar. Agora, Cristão ficou um tanto confuso. Finalmente, quando todas as pessoas desejosas de entrar começaram a se afastar por medo dos homens armados, Cristão viu que um homem de semblante forte aproximou-se daquele que estava assentado para escrever, dizendo: “Escreva o meu nome, Senhor”. Tendo feito isso, o homem puxou sua espada, pôs um capacete na cabeça e correu em direção à porta, avançando contra os homens armados, que o atacaram com força mortal. Mas o homem, em nada desanimando, pôs-se a ferir e a atacar ferozmente. Depois de ter recebido e causado muitos ferimentos naqueles que tentaram impedi-lo, passou entre todos eles e conquistou sua entrada no palácio. Com isso, houve uma voz agradável da parte daqueles que estavam dentro e daqueles que caminhavam no alto do palácio, dizendo: “Entra aqui, entra em paz; a glória eterna ganharás”.Assim, ele entrou e foi trajado com vestes semelhantes às que eles vestiam. Cristão sorriu e afirmou: “Acho que agora verdadeiramente sei o significado da batalha”.


Autor: John Bunyan (livro: O Peregrino) - Adaptação para o blog: Rev. Ronaldo P Mendes

Sobre a placa que serviu como epitáfio na cruz

Cristão Confuso

por Zé Luís

Numa sexta-feira, véspera do Sabath judeu, a quase 2000 anos atrás, os que chegavam em Jerusalém podiam ver tres condenados nus, machucados, dependurados por pregos para morrer num madeiro.

Seria mentira dizer que quem passavam por ali se compadeciam com aquela cena tão terrível: era normal esse tipo de pena capital naquela época. Naquela tarde, uma cruz se destacava, pela discrepante presença de seus contempladores: embora alguns chorassem discretamente a dor da perda eminente de seu Mestre, outros, os homens santos da cidade, permaneciam ali, parecendo apreciar cada segundo de dor dos que morriam desgraçadamente.

Até os dois condenados que morriam a seu lado proferiam xingamentos contra aquele que morria em silêncio (é justo relatar que um dos condenados, após aquelas seis horas de morte pelos pulsos com grandes cravos enferrujados, reconheceu no misterioso condenado a figura de um Rei que está seguindo para seu império).

Se você quisesse saber o crime de cada condenado, bastava se aproximar das cruzes, e ler uma pequena placa pregada acima de suas cabeças, nos três idiomas mais usados da região, descrevendo os crimes cometidos para que eles fossem condenados a tão cruel fim.

Nesse ponto, o próprio Pôncio Pilatos, romano, escreve em hebraico, grego e latim a razão de sua pena: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”, o que em latim ficaria “Iesu(a) Nazarenus Rex Iudaeorum” e na pronucia hebraica algo como “Yehudi m vMelech HaNazarei Yeshua”, o que aborreceu e muito os fariseus presentes, que pediram encarecidamente que a placa fosse modificada, o que Pilatos se negou a fazer.

O problema eram os acrósticos. Assim como INRI, um acróstico das palavras escritas em latim, o hebraico também detém seus misteriosos acrósticos, só que nesse caso, impronunciável para um judeu:

As iniciais usadas eram exatamente as mesmas usadas para pronunciar o nome sagrado de Deus, coisa que um judeu jamais proferia: YHWH, sem vogais, já que elas foram suprimidas propositalmente, para não correrem risco deste nome ser dito.

Os fariseus, que tanto fizeram para ver o homem chamado Jesus, morto por ter confessado ser Deus, acabaram por pendura-lo para morrer às portas da cidade, no dia mais movimentado do ano, mas na placa onde deveria estar seu crime, havia o acróstico do nome sagrado de Deus.

Seu pecado era ser Jeová: " Eis o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo."

Interessante é que, enquanto homens pensavam estar vencendo Deus, Ele estava-os vencendo, apesar de todos os esforços.

"E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. E muito dos judeus leram essse título; porque o lugar onde Jesus estava crucificadoera próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, grego e latim. Diziam, pois, os principais sarcedotes dos judeus a Pilatos: Não escrevas, O Rei dos judeus, mas que ele disse: Sou o Rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi" (Jo 19:19-22).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Bem é isso que eu queria dizer.

Um poema de S. B. Kauer

*
 
Mais Impressionante

Mais impressionante que o dia
em que Deus separou as águas do Mar Vermelho
foi o dia em que removeu a separação em mim e Ele.

Mais impressionante que os pães multiplicados
Foi suscitar filhos onde só existiam inimigos.

Mais impressionante do que o dia em que a Terra parou
Foi o dia em que a morte me deixou.

Mais impressionante que o dia em que o surdo ouviu
Foi o dia em que Ele me chamou.

Mais impressionante que o dia de Sua ressurreição
Foi o dia em que decidiu morrer por mim.

Mais impressionante do que Jesus descer a Terra
é que agora eu posso subir ao céu.

Visite o blog do autor:  http://newsbkauer.blogspot.com

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Do Coração de Deus



As flores são para você


Deus é o coração do Universo. É possível vida sem coração? Ele é o amanhecer, ainda que para muitos o raiar do dia seja de agonia, dor. Nele Deus está derramando seu amor. Deus está na brisa que balança a copa das árvores, nos raios de sol que iluminam sua janela de manhãzinha, na virtude dos homens.

Observo como as pessoas se cumprimentam: “Bom dia!”, essa interatividade que às vezes praticamos até com desconhecidos, nasce de Deus. Ele ama uma boa comunicação. “Jesus, certa feita ensinou aos seus discípulos: Saudai a todos, não somente aos irmãos” Mt 5:6

“Toda a terra está cheia da sua glória" Clamam os Serafins diante do Trono do Senhor Is 6:3”. E ainda que tentem destruir a beleza da vida com as obras das trevas, ela nunca expiará. Porque da ruína, do montoro, Deus ergue um edifício. Ele é o que “renova a face da terra” Sl 104:30

Sempre que vou à praia e contemplo a imensidão do mar, caminhando na areia, me lembro da promessa de Deus feita a Abrão: ”Multiplicarei a tua semente como a areia que está na praia do mar” Gn 22:17. Alguém pode contar cada grão de areia que forma a praia dos mares? Deus tem a conta. Ele conhece todos os homens da face da terra.

Deus pulsa em nós ainda que não admitamos isso. Por esse motivo os que ainda não se entregaram ao mistério da Salvação, sentem infelicidade. Porque não encontraram o motivo da Vida. Sem Coração, não há vida, e o que pulsa em vós é uma bomba que a qualquer momento pode ser desligada sem chance de cura eterna.

Deus é a beleza da vida e a alegria que brota na tribulação. Nascida na esperança por dias melhores. Posso senti-Lo, mesmo quando tudo conspira em silêncio terrível contra mim. Sei que Ele não dorme. Sei que Ele virá, “Por fim se levantará sobre a terra” Jó19:25. Ele escuta os pensamentos que clamam por Ele, até o choro das crianças que ainda não falam, mas expressam clamor pela realização da paz. Gn 21:17

Amo esse Deus.

Wilma Rejane.

PAIS, APÓSTOLOS E PAIPÓSTOLOS

Ef 6: E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas.


Ameaça é uma característica de quem tem muita munição e pelo menos um alvo onde atirar Estes alvos podem se multiplicar, depende do número de empregados, das regalias oferecidas, do tamanho da estrutura e da necessidade de permanecer no emprego. A ameaça é a arma dos líderes medíocres e incompetentes.

O líder de verdade é um motivador por excelência, e ele mesmo, é um importante fator motivacional. É movido por metas e ideais que consegue transferir para o coração de seus liderados. Sabe formar um time, descobrir capacitações, valorizá-las e distribuí-las onde e quando funcionam mais harmoniosamente na equipe.

Jesus é o modelo a ser seguido pelo patrão que deseja aprender a tratar o empregado. Sendo Deus, não impôs aos seguidores uma relação escravagista, embora possuísse dfireitos e poderes para fazer este tipo de pressão. Preferiu conquistar pelo amor. Conviveu de pés descalços, se expôs, riu, chorou, conversou, expôs necessidades íntimas, se humilhou, lavou os seus pés e participou de festas públicas, familiares e particulares. E tem mais, se naquela época existisse futebol, jogaria, só para mostrar a importância de passar a bola e delegar jogadas.

Ninguém transmite valores subjetivos, metas de vida e comprometimento pessoal, escondendo-se atrás de uma porta fechada. Ninguém pode se considerar a última palavra, porque esta foi reservada para o único que pode mantê-la indefinidamente sob a sua guarda: Jesus!

Se você não consegue ver ninguém acima de você, seu mundo interior está perto de um terrível desastre. É por este motivo que não sou apostólico, pois não quero ser guiado por alguém que tem este tipo de visão a seu respeito. Apostolicidade não é posição hierárquica, é função. Não quero terminar no mesmo buraco para onde este diabólico modelo de liderança está indo. Digo diabólico porque é especialidade do diabo usar de forma distorcida títulos, tarefas e comportamentos divinos.

Vejamos o que a Bíblia diz a respeito.

1.Cuidado com o clone. O uso do titulo certo, pode ser um disfarce para encobrir o conteúdo certo.

Mt 7.15: "Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores".

2.O tôpo da hierarquia divina não é uma pessoa, mas a Igreja local.

Ef 3.10: "...pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torna conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais".

3.Um grupo e não um indivíduo toma decisões e estabelece rumos.

Atos 13.1,2: Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.

4.A pessoa mais importante é sempre o próximo e nunca eu.

Fl 2.3: Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.

5.Dinheiro, dons e capacitações são ferramentas de serviço e não de domínio.

Cl 2.18: "Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal"

6.A submissão é horizontal e não vertical, ou seja, de uns para os outros e não dos todos para mim.

Cl 3.16: "Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração".

7.Paulo não relacionava os apóstolos como parte do grupo de liderança na Igreja local.

Fl 1.1: "Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos".

Espero que estes texto o conduzam à uma profunda reflexão.

Ubirajara Crespo

Por uma teologia no "protesto"

.
Nada mais inquietante e incomodo nos últimos tempos do que a avalanche de protestos que invade o meio evangélico brasileiro, pelos mais variados motivos. Não fico incomodado pelo teor dos protestos em si, pois muitas verdades estão sendo ditas sobre líderes evangélicos inescrupulosos, metido nas mais sórdidas ações de estelionato, malandragem e imoralidade. Estas coisas precisam ser denunciadas até as últimas conseqüências mesmo, e é papel da igreja lutar pela promoção da justiça “ampla, geral e irrestrita”, começando pelos seus quintais e pelos seus púlpitos (1Pe 4.17), e se estendendo até as políticas publicas. Não podemos nos omitir ante a desfaçatez de lideres maquiavélicos que usam de todos os meios para tirar proveito dos fiéis.
Mas uma ressalva precisa ser feita. Toda essa luta, todo esse engajamento de protesto moral precisa estar vinculado a uma visão teológica razoável. Não se pode admitir que os mesmos “brigões” em prol da boa conduta e da ética na liderança religiosa sejam tão negligentes no posicionamento teológico. A crise pela qual passamos é, sobretudo teológica como bem observou Michael Horton:
“Temos que acreditar no mais profundo do nosso coração, que a maior crise não é política, moral ou cultural, mas espiritual, isto é teológica” e “para nos posicionarmos, temos que conhecer três coisas: Nossa Fé bíblica, nosso próprio tempo e as diferenças entre os dois”. (HORTON, Creio. Ed Cultura Cristã, p.18)
Nossa luta não é apenas da cartilha dos direitos do consumidor, dos extorquidos e lesados financeiramente, mas é também por uma pregação mais teológica e menos filosófica. É preciso protestar a favor e não somente contra. Protestar a favor é levantar a bandeira do Evangelho, da Salvação, da Graça, da Soberania de Deus. É apontar a edificação que a Palavra de Deus proporciona. É preciso falar de Jesus, o Cristo, e tirar do foco os usurpadores dos púlpitos que posam de messias. Esses pseudo-messias querem os holofotes ao melhor estilo “falem bem ou falem mal...” Estamos lutando legitimamente para tirar a “abominação do lugar santo”, mas não é para deixar o lugar vazio.
Deixo aqui o meu protesto por uma Teologia Protestante, o protesto sem teologia é protesto sem causa!!
“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne”, e “as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo”. (Ef.6.12a; 2Co.10.4,5, grifos meus)
Naquele que nos escolheu para batalhar
Autor: Francisco Jr
Fonte: [
Adoração e Pregação ]

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Jesus Adverte Os Que Buscam Sinais E Os Falsos Profetas


Por John Piper

Oh! Quão instável é ser um buscador de sinais, muitas pessoas hoje correm de um centro de sinais e maravilhas para outro centro de sinais e maravilhas. Até que o operador de sinais abandona sua esposa, ou voa com o seu jato com o dinheiro de todo mundo
Jesus está advertindo quanto a buscar sinais como a base de sua fé. Ouçam isso, é relevante pra vocês, nos próximos anos Jesus pode voltar antes que você morra, você sabe disso não sabe? Eu espero que você trema diante disso, eu espero que você fique realmente preocupado com isso.Espero que você pense muito nisso, ANSIANDO QUE ISSO GUIE A sua vida que o Senhor fenda os céus. Com todos os anjos no céu, e há pelo menos duzentos milhões deles. Se eu calculei corretamente os números em Apocalipse. Poderia ser simbólico, possa talvez haver milhões bilhões, trilhões e zilhões deles, o número é grande.
Então Ele está voltando e o que acontecerá primeiro? Eu lerei apenas uma sentença de Mateus 24-24: Porque surgirão falsos Cristo e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”.É impossível enganar eleitos, mas rapaz: Está perto eles de fato estão realizando milagres de fato estão. Falsos profetas e falsos Cristo chegam e eles estão realmente realizando milagres. Eles não estão fazendo com os microfones, eles estão fazendo com satanás, ele é o operador e se você está principalmente por sinais você está perdido.Você sai da Igreja Batista Belém sem ter milagres acontecendo e você vai seguir o novo profeta “Beneficiário” Piper. Fora da cidade, fora do despenhadeiro nesse sentido temos uma palavra de Paulo nas escrituras, por meio de aviso: II Tessalonicenses 2; 9-10, ele aprendeu isso de Jesus,e assim Diz: Ora, o aparecimento do iníquo, sem prazo para que isso aconteça no final da época, algum tipo de figura surge cheio de iniquidade cheio de comportamento anti-cristão, aclamando a si mesmo como um tipo de divindade.

A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira,E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.
Confissões de uma alface pensante
04/06/2010, 2:07 pm
Arquivado em: vida de gado
Quero viver uma boa vida.
Quero viver uma vida de vitórias, com o boi na sombra.
Quero andar nas nuvens, quero andar nos montes.
Cansei-me dos vales, das tristezas, das lágrimas, da pobreza, essa terrível maldição hereditária.
Só quero saber que meu milagre vai chegar, e que o melhor de Deus ainda está por vir.
Quero ir à igreja me encher de palavras de vitória.
Não quero chateações sobre meu modo de vida. Vou à igreja apenas para me alegrar. Afinal, tem diversão melhor?
Não quero aborrecimentos. Não quero saber dos africanos morrendo de fome, ou dos chineses escravizados – aliás, o celular chinês que comprei no natal para o meu apóstolo era tudibom! Também não quero saber das roubalheiras que alguns pretensamente levantam contra os meus apóstolos do coração. Sei que no meio desses frios presbiterianos e batistas tem umas roubalheiras tão cabeludas quanto as nossas, mas é porque eles são frios e não tem o Espírito Santo. Nós, ao contrário, sofremos perseguição do diabo porque estamos expandindo a visão, a audição e a alucinação para todo o Brasil. Afinal, qual o problema de se levar dólar na Bíblia? Fica até mais consagrado.
Quero subir mais alto.
Quero ir além. Além da imaginação.
Quero experimentar uma vitória com sabor de mel. Mel diet, de preferência.
Quero tudo e muito mais. Quero a unção de Abraão. E a de Salomão, que tinha mil mulheres. Hum, pensando bem, junto com mil mulheres vêm junto mil sogras e mil cunhados, então essa unção eu dispenso…
Quero ser como meu apóstolo: rico, bonito, perfumado, influente e sensual.
Mas é que me insistem em falar sobre um sujeito galileu que viveu há muito tempo atrás e que seria a razão de eu ir à igreja. Mas, eu pensava que a razão fosse o apóstolo e também fugir do diabo, esse ser poderosíssimo que sabe de tudo!
Mas esse falatório sobre sujeito galileu está me incomodando muito. Ele era pobre, andava no meio de gente que não quero nem ver a cor, não era nem sacerdote, quanto mais apóstolo! Era só um carpinteiro, profissão de pobre!
Confesso que só pensar nesse sujeito me dá arrepios!
Mas já resolvi o problema. Vou jogar fora minha Bíblia. Afinal, está empoeirada e ocupa o lugar do manual de conquista, sucesso e vida financeira que o apóstolo escreveu, junto com um gringo, um tal de Madoff.
Temos que ser atuais. Afinal, quem precisa mesmo de um livro antigo escrito em uma língua esquisita? Se ainda fosse em inglês…
Este Blog
Este Blog
 
 
 
 

Evangelho. Entendeu ou quer um desenho?

7 de junho de 2010

É muito frequente se escutar pessoas dizendo que estão "pregando o evangelho". Especialmente quando estão lhe pedindo dinheiro, fazendo promessas de muita prosperidade para sua vida e prometendo-lhes a cura para todos os seus problemas. Mas todos nós sabemos que Deus não fez estas promessas nem aos seus profetas e apóstolos, muitos dos quais, após uma vida de dificuldades e perseguições, terminaram martirizados, cumprindo cabalmente seu papel de mensageiros de Deus.

Entretanto, algo que você quase nunca vê é alguém falando do evangelho ao mesmo tempo em que fala de arrependimento, mudança de vida, perdão e fé, do significado da morte na cruz e da ressurreição de Jesus Cristo.

O que é, então, o evangelho? Em termos simples, o apóstolo Paulo nos escreve:

"Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. - 1 Coríntios 15.1-4

Ele também nos conta que o evangelho "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego." - Romanos 1.16

Jesus, em seu ministério, pregava o evangelho aos judeus, curando as pessoas e fazendo outros sinais que autenticavam a sua mensagem, advertindo a todos que se arrependessem e que cressem nele:

"Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho." - Marcos 1.14-15

Esta mensagem encontra eco nas grandes pregações dos apóstolos registradas na Bíblia, no livro de Atos:

Pedro, proclama:

"... E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. ...Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos... A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas ... Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. ... Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo." - Atos 2

E novamente Pedro discursa:

"Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas. Pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que agora vedes e reconheceis; sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós. E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também as vossas autoridades; mas Deus, assim, cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus..." - Atos 3

Mais uma vez... "Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos, visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado, tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós. Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos." - Atos 4

Um pouco mais:

"Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: 'Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados' ...

"E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo." - Atos 5

E assim, continuaram anunciando o evangelho Estêvão (caps. 6-7), Filipe (cap. 8) e outros (Atos 11.19-20), apenas para citar...

Na casa de Cornélio, mais uma vez, Pedro divulga as boas novas:

"Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. Vós conheceis a palavra que se divulgou por toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou, como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele; e nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também tiraram a vida, pendurando-o no madeiro. A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu que fosse manifesto, não a todo o povo, mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre os mortos; e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados." - Atos 10

E Paulo prega numa sinagoga:

"Da descendência deste, conforme a promessa, trouxe Deus a Israel o Salvador, que é Jesus, havendo João, primeiro, pregado a todo o povo de Israel, antes da manifestação dele, batismo de arrependimento. Mas, ao completar João a sua carreira, dizia: Não sou quem supondes; mas após mim vem aquele de cujos pés não sou digno de desatar as sandálias. Irmãos, descendência de Abraão e vós outros os que temeis a Deus, a nós nos foi enviada a palavra desta salvação. Pois os que habitavam em Jerusalém e as suas autoridades, não conhecendo Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando o condenaram, cumpriram as profecias; e, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos; e foi visto muitos dias pelos que, com ele, subiram da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora as suas testemunhas perante o povo. Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais, como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. ... Tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de pecados por intermédio deste; e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés." - Atos 13

E o evangelho anunciado ao carcereiro?

"Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois, trazendo-os para fora, disse: 'Senhores, que devo fazer para que seja salvo?' Responderam-lhe: 'Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.' E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa." - Atos 16

Para finalizar as citações, mais uma pregação de Paulo, aos politeístas de Atenas:

"Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos; porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos." - Atos 17

Resta a você alguma dúvida de qual é a verdadeira mensagem do evangelho que a igreja deve levar por todas as épocas e a todos os cantos do planeta (Mateus 28.18-20), ou quer ver desenhada?

Então...

“A igreja deve atrair pela diferença e não pela igualdade.” (C. H. Spurgeon)

Cristianismo: a religião mais fácil e a mais difícil

.


O grande apologeta cristão do século passado, Francis Schaeffer, explica com uma clareza extraordinária em seu livro
“O Deus que intervém” porque o Cristianismo é a religião mais fácil e ao mesmo tempo a mais difícil:

“Temos de reconhecer que o Cristianismo é a religião mais fácil de todo o mundo, pois é a única religião na qual Deus o Pai, Cristo e o Espírito Santo fazem tudo. Deus é o Criador; nós não temos qualquer coisa a fazer com a nossa existência, nem a existência das outras coisas. Podemos até moldar as outras coisas, mas não podemos mudar o fato da existência. Não fazemos qualquer coisa para a nossa salvação porque Cristo já fez tudo. Não temos o que fazer. Em todas as outras religiões temos que fazer algo — tudo, desde queimar incenso para sacrificar nosso filho primogênito até jogar uma moeda na fonte de sorte — todo um espectro de coisas. Mas com o Cristianismo não temos que fazer qualquer coisa; Deus fez tudo isto: ele nos criou e enviou o seu Filho; seu Filho morreu e, porque o Filho é infinito, por esta razão ele carrega toda a nossa culpa. Não precisamos carregar a nossa culpa, nem precisamos merecer o mérito de Cristo. Ele fez tudo isso. Assim, de certa forma, é a religião mais fácil do mundo.

Mas podemos dizer igualmente o contrário, de que é a religião mais difícil do mundo, pela mesma razão. O coração da rebelião de Satanás e do homem estava no desejo de ser autônomo; e aceitar a fé cristã não nos rouba nossa existência, não nos rouba nosso valor (isso nos dá valor), mas isso nos rouba completamente a nossa autonomia. Não nos fizemos a nós mesmos, não somos produto do acaso, não somos nada disso; estamos diante de um Criador e mais nada, estamos diante do Salvador e mais nada — trata-se de uma negação completa de ser autônomo. Não importa se é consciente ou inconsciente (e nas pessoas mais brilhantes isso é, por vezes, consciente): quando reconhecem a suficiência das respostas no seu próprio nível, elas repentinamente se levantam contra a sua humanidade mais íntima — não humanidade como foram criados para serem, mas humanidade no mau sentido, pela queda. Esta é a razão pela qual as pessoas não aceitam as respostas suficientes e porque elas são consideradas por Deus desobedientes e culpados quando não se curvam a isso.” (p. 255-256, grifo nosso)

SCHAEFFER, Francis A. O Deus que intervém. 1. ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã. 2002. p. 255-256.

Fonte: [ UMPCGYN ]

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Deus: Nossa Fonte de Renovação


"Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão". Isaías 40-31

Por Charles Spurgeon.

Tudo na terra precisa ser renovado. nada que foi criado continua por si mesmo."Assim renovas a face da terra", declarou o salmista (sl 104.30) Até as árvores, que não se preocupam nem encurtam suas vidas com trabalho, precisam beber a chuva do céu e absorver os tesouros escondidos do solo. Os cedros do Líbano, que Deus plantou, só vivem porque dia a dia se enchem da seiva fresca tirada da terra. A vida do homem também não pode ser sustentada sem a renovação de Deus.
Assim como é necessário repor as perdas do corpo comendo com frequência, precisamos restaurar a alma alimentando-a com a Palavra de Deus, ouvindo a Palavra pregada.
Quão abatidos ficamos quando os recursos são negligenciados! Quão famintos espiritualmente estão alguns santos que vivem sem usar de modo diligente a Palavra de Deus e a oração. Se a nossa devoção pode permanecer sem Deus, não é criação divina; é apenas um sonho. Porque se fosse criação de Deus, esperaria nEle como as flores esperam o orvalho. Sem uma constante restauração, não estamos preparados para os ataques incessantes do inferno ou mesmo para os conflitos em nosso interior. Quando surge o furacão, ai das árvores que não absorvem a seiva fresca e não fixam suas raízes envolvendo-as na rocha. Quando vem a tempestade , ai dos marinheiros que não reforçam os mastros, não lançaram sua âncoras ou não procuraram um porto seguro.
Fiquemos perto do escabelo da misericórdia divina em petição humilde e zelosa, e veremos o cumprimento da promessa : "Os que esperam no Senhor renovarão suas forças".
#Retirado do livro "O melhor de Charles Surgeon", publicado pela CPAD

será que este é seu pai? rsrsrsr

O Teorema do Macaco


Gerry Schroeder:

Eis a refutação minuciosa de Gerry Schroeder ao que chamam de "teorema do macaco". Essa idéia, apresentada de formas variadas, defende a possibilidade de a vida ter surgido por acaso, usando a analogia de uma multidão de macacos batendo nas teclas de um computador e, em dado momento, acabarem por escrever um soneto digno de Shakespeare. Lá vai:

"Todos os sonetos são do mesmo comprimento. São, por definição, compostos de catorze versos. Escolhi aquele do qual decorei o primeiro verso, que diz:
"Devo comparar-te a um dia de verão?". Contei o número de letras. Há 488 letras nesse soneto. Qual é a probabilidade de, digitando a esmo, conseguirmos todas essas letras na exata seqüência em todos os versos? Conseguiremos o número 26 multiplicado por ele mesmo, 488 vezes, ou seja, 26 elevado à 488ª potência. Ou, em outras palavras, com base no 10, 10 elevado à 690ª potência.

Agora, o número de partículas no universo — não grãos de areia, estou falando de prótons, elétrons e nêutrons — é de 10 à 80ª. Dez elevado à octagésima potência é 1 com 80 zeros à direita. Dez elevado à 690ª é 1 com 690 zeros à direita. Não há partículas suficientes no universo com que anotarmos as tentativas. Seríamos derrotados por um fator de 10 à 600ª. Se tomássemos o universo inteiro e o convertêssemos em chips de computador — esqueçam os macacos —, cada chip pesando um milionésimo de grama e sendo capaz de processar 488 tentativas a, digamos, um milhão de vezes por segundo, produzindo letras ao acaso, o número de tentativas que conseguiríamos seria de 10 à 90ª. Mais uma vez, seríamos derrotados por um fator de 10 à 600ª. Nunca criaríamos um soneto por acaso. O universo teria de ser maior, na proporção de 10 elevado à 600ª potência. No entanto, o mundo acredita que um bando de macacos pode fazer isso todas as vezes".

Confiança na Palavra

.
Por: Martyn Lloyd Jones

Devemos ter confiança e segurança! Em quê? Na Bíblia como a Palavra de Deus. Por quê? Porque é a Palavra de Deus, porque é a revelação de Deus; porque não se trata de teorias e idéias de homens com relação à verdade; porque não é o que os homens descobriram e alcançaram como resultado do seu grande estudo e erudição e meditação. É o que o Deus vivo revelou aos homens, mostrou-lhes e mandou-os pregar. Lembremo-nos do contraste que Martinho Lutero fez entre a filosofia e a revelação. Assim se expressou ele: "A filosofia relaciona-se com o que pode ser conhecido pela razão humana. A teologia relaciona-se com o que se "crê", com o que é apreendido pela fé".

Esta é a Palavra de Deus, esta é a verdade de Deus. É oriunda do céu, não dos homens, e, portanto, é invencível. Temos que aprender a dizer o que este grande apóstolo disse em sua Epístola aos Gálatas, no capítulo primeiro: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunci¬ado, seja anátema" (versículo 8). "Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho. O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo" (versículos 6 e 7). "Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo" (versículos 11 e 12). "Uma dispensação do evangelho", diz ele aos Coríntios e a outros, "me é confiada". Esta era a sua posição geral, e deve ser a nossa. Esta é a Palavra de Deus! Isto é revelação! É infalível porque é de Deus. Esta é a primeira arma da nossa guerra. É algo para ser proclamado; não para ser defendido, e sim para ser proclamado; é para ser proferido com santa ousadia; é para ser "declarado" aos homens. Não precisamos de "diálogos"; precisamos de declaração.

E qual é a sua mensagem? Bem, o que desejo salientar particularmente é que precisamos ter a mensagem plena. A semelhança deste grande apóstolo, temos que transmitir todo o conselho de Deus. Creio que muito da nossa situação presente se deve ao fato de que não temos feito isso. Só temos pregado partes dele. Temos tido medo de escandalizar. Temos sido superficiais. Temos estado tão interessados em conseguir resultados visíveis, que temos retido certos aspectos vitais da verdade. Tem que ser todo o conselho, o evangelho pleno.

Em que consiste? Começa com a lei. A lei de Deus. A pregação começa com a lei; deve começar com a santidade de Deus, com a lei de Deus, com as exigências de um Deus justo, a ira de Deus. Essa é a maneira de levar os homens e as mulheres à convicção de pecado; não modificando a verdade, não apresentando a verdade com uma cultura aparente, que a dilui. Devemos confrontá-los com o fato de que eles são homens, e que são homens falíveis, que são homens que estão morrendo, que são homens pecadores, e que terão que comparecer à presença de Deus, no tribunal do juízo eterno, e terão que prestar contas dos atos praticados estando no corpo, e devemos confrontá-los com o fato da ira de Deus, já revelada "sobre toda a impiedade e injustiça dos homens" (Roma¬nos 1:18). Devemos apregoá-lo sem temor nem favor, com a santa ousadia que caracterizava os primeiros apóstolos.

E então devemos apresentar-lhes a doutrina global da graça de Deus na salvação em Jesus Cristo. Devemos mostrar que nenhum homem será salvo pelas obras da lei, por sua própria bondade ou justiça, ou por ser membro de igreja, ou por qualquer outra coisa, mas unicamente, completamente, inteiramente pelo dom gratuito de Deus em Jesus Cristo, Seu Filho. Devemos dizer-lhes que o Filho eterno de Deus veio do céu a este mundo, nasceu miraculosa e singularmente da virgem, nasceu sujeito à lei, e prestou perfeita obediência a essa lei, que Ele levou sobre Si a culpa dos nossos pecados e recebeu o castigo que nos cabia, e que unicamente por isso somos salvos. Devemos dizer-lhes que Ele morreu, que Ele foi enterrado num túmulo, que ressuscitou literalmente no corpo, manifestou-Se a testemunhas escolhidas, ascendeu ao céu, sentou-Se à mão direita de Deus, e que Ele está aguardando até que Seus inimigos se tornem o estrado dos Seus pés; que Ele virá outra vez, cavalgando as nuvens do céu, rodeado pelos santos anjos, que Ele destruirá todos os Seus inimigos e implantará o Seu reino glorioso e eterno. Temos que pregar a doutrina global, sem deixar nada: a convicção de pecado, a realidade do juízo e do inferno, a livre graça, a justificação, a santificação, a glorificação.

Também devemos mostrar que há na Bíblia uma cosmovisão. Devemos demonstrar que somente aqui se pode entender a história; a história passada, a história presente, a história futura. Mostremos esta grande cosmovisão, e o propósito eterno de Deus. Preguemos isso às pessoas. Esqueçamos a sua ciência e cultura e erudição. Digamos a elas, isto é história, foi o que aconteceu, e isto é o que deve acontecer; Deus o disse. Demos a elas o evangelho global e a sua mensagem.

Ao mesmo tempo, sejamos muito cuidadosos, no sentido de o estarmos dando ao homem todo. Que é que eu quero dizer? Quero dizer que o evangelho não é só para o coração do homem, e sim que se deve começar com a cabeça e apresentar a verdade a ela. A verdade vem primeiro à mente e ao entendimento. Exponhamos a verdade. Não imaginemos que evangelizar é apenas contar histórias, divertir o povo e usar certas técnicas psicológicas. Mostremos que é uma grande mensagem dada por Deus, e que nós, por nossa vez, passamos à mente, ao coração, à vontade. Há sempre este perigo de deixar de lado uma ou outra parte da personalidade humana. Alguns são puramente intelectuais em sua abordagem, alguns são inteiramente emocionais ou sentimentais, alguns estão sempre concitando as pessoas a se decidirem ou a se renderem - toda a ênfase dada à vontade. Todos eles estão errados. "Mas graças a Deus", diz este grande apóstolo em Romanos 6:17, "que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues". Certifiquemo-nos que visamos ao homem completo: sua mente, suas emoções e sua vontade.

Finalmente, tratemos de compreender que as armas da nossa guerra não são carnais, mas poderosas em Deus, poderosas com o poder de Deus. Tratemos de compreender que podemos ser ortodoxos e, todavia, estar mortos. Tratemos de compreender que podemos ser altamente intelectuais e teológicos e, contudo, inúteis. Tratemos de compreender que até mesmo a nossa proclamação desta Palavra com a nossa própria força e poder é finalmente nula e vazia. "Poderosas em Deus"! No poder de Deus! E nisto que o grande apóstolo insiste constantemente. É por isso que ele diz em 1 Coríntios, capítulo 2; "E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha pregação, não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder" (versículos 3 e 4). Se alguma vez houve um homem que poderia usar o seu cérebro, a sua razão, a sua lógica, e confiar nessas coisas, era esse homem; porém não o fez. Ele tremia ante a possibilidade de fazer isso. O poder, a autoridade e a demonstração deviam ser "de Deus". "Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus" (versículo 5).

Ouçam-no de novo em 1 Coríntios 4:19-20. Diz ele: "Mas em breve irei ter convosco, se o Senhor quiser, e então conhecerei, não as palavras dos que andam inchados, mas a virtude (ou "o poder"). Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtude" (ou "em poder"). É o extraordinário poder do Espírito Santo; e sem isto, nada podemos fazer. "O nosso evangelho", diz ele, "não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza" (1 Tessalonicenses 1:5).

Isso é tão essencial como a ortodoxia e a exatidão da doutrina e da crença. Sem isso não podemos fazer nada. No princípio do século dezoito, alguns homens ortodoxos puderam ver a decadência da posição, e perguntaram: que podemos fazer para salvaguardar a verdade? Resolveram implantar as chamadas Preleções Boyle. Que eram? Destinavam-se a defender a fé cristã. Um grande bispo, vocês se lembram, escreveu um livro que conhecemos como a Analogia do Bispo Butler. Ela estava querendo defender a fé cristã. E outro homem, chamado Paley, fez a mesma coisa.

Mas o que salvou a situação não foram esses livros, bons como eram. Que foi que salvou a situação? Posso dizer-lhes. Foi o Espírito Santo vindo sobre George Whitefield em sua ordenação. Foi o coração de João Wesley sendo "estranhamente aquecido" na Rua Aldersgate, em 24 de maio de 1738. Foi o derramamento do Espírito de Deus. Foi o poder! "Poderosas em Deus"! Pois aí está o vero poder que tinha derrubado, humilhado e persuadido o próprio apóstolo, o orgulhoso e farisaico Saulo de Tarso, confiante em sua justiça própria. Ele tinha que ser abatido, tinha que ser humilhado tinha que ser lançado ao chão; e é somente o poder de Deus, o pode do Cristo ressurreto, que pode fazer isso, mediante o bendito Espírito Santo. Aconteceu o mesmo com o grande Agostinho, o mesmo com Lutero, o mesmo com Calvino, o mesmo com Blaise Pascal E a mesma coisa com todos eles, com todos os seus intelecto gigantescos, e a sua cultura e o seu entendimento. E é tão verdadeiro isto esta noite como sempre foi no transcorrer dos séculos.

Eu e vocês não devemos temer de maneira errada pela arca do Senhor. O futuro está assegurado. Isto não é complacência; é fé cristã; é otimismo cristão; é segurança cristã. Esta é a nossa posição. Isto é o que Deus, creio eu, está nos dizendo esta noite, conforme Isaías 41:10-14: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus: eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que se irritaram contra ti; tornar-se-ão nada, e os que contenderem contigo perecerão. Buscá-los-ás, mas não os acharás; e os que pelejarem contigo tornar-se-ão nada, e como coisa que não é nada os que guerrearem contigo. Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita, e te digo: não temas, que eu te ajudo. Não temas, ó bichinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu redentor é o Santo de Israel".

Povo cristão, quando nos dermos conta de que as armas da nossa guerra "não são carnais" e que, ao mesmo tempo, são "poderosas em Deus, para destruição das fortalezas", de todos os "conselhos" e de "toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus" - quando nos dermos conta disso, estaremos prontos a concordar com Charles Wesley, quando ele diz:

Reina o Salvador Jesus,
Deus da verdade e amor; Quando limpou nossas manchas,
Nas alturas Se assentou.
Seu reino não pode falhar;
Governa a terra e o céu; As chaves da morte e do inferno
Dadas a Jesus serão.
A destra de Deus está
Até que os Seus inimigos
Sujeitem-se ao Seu comando
E caiam sob os Seus pés.
Alegrai-vos na esperança;
Jesus, o Juiz, virá
E levará os Seus servos
Para o Seu lar eternal.
Logo ouviremos a voz do arcanjo,
A trombeta de Deus soará!

Fonte: [ Blog Martyn Lloyd Jones ]